sábado, 18 de julho de 2026
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Cepa Bundibugyo não tem vacina disponível, e conflito armado dificulta resposta humanitária; mortes superam 130

OMS declara emergência global por Ebola; surto avança em zona de guerra no Congo

Cepa Bundibugyo não tem vacina disponível, e conflito armado dificulta resposta humanitária; mortes superam 130

· 4 min de leitura · Atualizado em 31.05.2026 · NEXUS A.I. do PIRANOT e Júnior Cardoso

Pontos-chave

  • Mais de 900 casos suspeitos foram registrados e a doença já chegou a Uganda, país vizinho.
  • Grupos rebeldes como o M23 controlam as províncias afetadas e impedem o acesso de equipes médicas.
  • A cepa Bundibugyo é distinta da Zaire e não conta com vacina ou tratamento específico aprovado.
  • O diretor da OMS alertou que o vírus se espalha mais rápido que a resposta humanitária.
  • A taxa de letalidade está em 24,6%, abaixo de epidemias anteriores causadas por outras cepas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou, em 17 de maio, Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional pelo surto de Ebola causado pela cepa Bundibugyo na República Democrática do Congo. A decisão, anunciada após reunião do Comitê de Emergência, mobiliza mecanismos de coordenação global e libera recursos internacionais para contenção da epidemia. Até o fechamento desta reportagem, o balanço consolidado pela agência da ONU registrava 246 notificações da doença e pelo menos 130 mortes nas províncias de Ituri e Kivu do Norte, no leste congolês. O vírus cruzou a fronteira com Uganda, onde há dois casos confirmados por laboratório e um óbito.

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O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, classificou a situação como uma “colisão catastrófica” entre emergência de saúde e conflito armado. As províncias afetadas estão sob controle de grupos rebeldes, incluindo o movimento M23, o que impede o acesso de equipes médicas a comunidades inteiras. “O vírus está se espalhando mais rápido que a resposta”, alertou Tedros em comunicado oficial. A declaração de emergência internacional tem como objetivo ampliar a cooperação entre países, acelerar o envio de equipes e insumos às regiões afetadas e fortalecer as ações de vigilância para conter a transmissão na origem.


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