sábado, 18 de julho de 2026
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Taiwan mobiliza navios e caças para monitoramento; governo de Taipé acusa Pequim de ser fonte de instabilidade no Indo-Pacífico

China realiza segunda patrulha militar ao redor de Taiwan em uma semana

Taiwan mobiliza navios e caças para monitoramento; governo de Taipé acusa Pequim de ser fonte de instabilidade no Indo-Pacífico

· 2 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT e Júnior Cardoso

Pontos-chave

  • A operação contou com o porta-aviões Liaoning e 21 aeronaves, incluindo caças J-16 e drones.
  • Taiwan está em estado de alerta máximo após o encontro entre Xi Jinping e Donald Trump em Pequim.
  • Joseph Wu, do Conselho de Segurança de Taiwan, denunciou a operação como desprovida de provocação prévia.
  • A China reivindica Taiwan como parte de seu território desde 1949 e mantém presença militar quase diária no local.

Taiwan mobilizou navios e caças nesta terça-feira (26) para monitorar a segunda patrulha militar chinesa ao redor da ilha em sete dias, em meio a escalada de tensões no Indo-Pacífico após cúpula entre os presidentes Xi Jinping e Donald Trump em Pequim.

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O secretário-geral do Conselho de Segurança Nacional de Taiwan, Joseph Wu, informou em publicação na rede social X que o Exército de Libertação Popular da China realizou uma “patrulha conjunta de prontidão de combate” ao redor de Taiwan sem provocação prévia. Segundo Wu, a operação ocorreu “pouco depois da cúpula de Pequim” e contou com a presença do grupo do porta-aviões Liaoning no Pacífico Ocidental.

“A República Popular da China é a única fonte de instabilidade na região do Indo-Pacífico”, declarou Wu. Taiwan está em estado de alerta máximo para novas ações militares chinesas após o encontro entre Xi e Trump, realizado este mês, quando a questão taiwanesa foi discutida entre os dois líderes.

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Contexto histórico de pressão militar

A China reivindica Taiwan como parte de seu território desde 1949, quando o governo nacionalista fugiu para a ilha após perder a guerra civil. O governo taiwanês, que se autogoverna democraticamente, rejeita as reivindicações de soberania de Pequim.

Forças armadas chinesas operam navios de guerra e aeronaves militares ao redor de Taiwan quase diariamente como parte de uma estratégia de pressão contínua sobre a ilha. No dia 24 de maio, guardas costeiros de Taiwan e da China enfrentaram um impasse nas Ilhas Pratas, no Mar do Sul da China, segundo a CNBC.

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No dia 25 de maio, o chanceler chinês Wang Yi e o secretário de Estado americano Marco Rubio conversaram sobre a questão, com a China declarando Taiwan como o “maior risco” nas relações entre Pequim e Washington, segundo a Associated Press.

Monitoramento contínuo

Permanece em aberto o posicionamento oficial dos Estados Unidos e do Japão sobre a escalada militar na região. A frequência histórica de patrulhas chinesas em 2026 ainda não foi consolidada por fontes oficiais.

O governo de Taiwan continua monitorando os movimentos das forças chinesas. Não há indicação de conflito armado iminente na região.


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