sábado, 18 de julho de 2026
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Contribuição complementar de 15% permite benefício acima do piso nacional; veja simulações e regras

Aposentadoria do MEI: Como garantir benefício superior ao salário mínimo com contribuição complementar

Contribuição complementar de 15% permite benefício acima do piso nacional; veja simulações e regras

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • A contribuição padrão do MEI assegura apenas aposentadoria de um salário mínimo.
  • A complementação de 15% sobre o salário mínimo custará R$ 243,15 mensais em 2026.
  • A regularidade nos pagamentos é fundamental para o correto cálculo do benefício.

Milhões de Microempreendedores Individuais (MEIs) no Brasil buscam segurança para o futuro. No entanto, a contribuição previdenciária padrão garante apenas um salário mínimo na aposentadoria, o que pode ser insuficiente para muitos. Para aqueles que almejam um benefício superior ao piso nacional, a solução é um recolhimento complementar ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Em 2026, com um salário mínimo projetado em R$ 1.621, o MEI que desejar uma aposentadoria mais robusta precisará desembolsar, no mínimo, R$ 243,15 adicionais por mês, somando-se à contribuição já existente.

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A modalidade de Microempreendedor Individual oferece cobertura previdenciária simplificada, mas com limitações. A contribuição padrão, paga mensalmente via Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS-MEI), corresponde a 5% do salário mínimo vigente. Em 2026, com o piso de R$ 1.621, esse valor será de R$ 81,05. Esse recolhimento assegura direitos como auxílio-doença, salário-maternidade e aposentadoria por idade, porém o cálculo do benefício fica restrito ao valor mínimo, conforme dados oficiais.

Para superar esse teto, o MEI deve realizar uma contribuição complementar de 15% sobre o salário mínimo ou sobre uma remuneração maior desejada, respeitando o teto do INSS. Com isso, a alíquota total chega a 20% quando a base é o mínimo, equiparando o empreendedor aos contribuintes individuais. No cenário de 2026, a complementação mínima é de R$ 243,15 (15% de R$ 1.621), totalizando um aporte mensal de R$ 324,20. Caso o MEI opte por uma base de cálculo superior, o valor da complementação sobe proporcionalmente. Por exemplo, se a remuneração escolhida for de R$ 3.000, a guia complementar será de R$ 450 (15% de R$ 3.000). Nesse caso, o desembolso total mensal somará R$ 531,05 (R$ 81,05 do DAS-MEI mais R$ 450).

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Como funciona a contribuição complementar

Esse recolhimento adicional não apenas eleva o futuro benefício, mas também dá acesso a outras modalidades de aposentadoria, como a por tempo de contribuição. O valor final será calculado com base na média de todas as contribuições realizadas ao longo da vida laboral. O pagamento da complementação é feito por meio da Guia da Previdência Social (GPS), gerada no site ou aplicativo Meu INSS, utilizando o código 1910 (MEI – Complementação Mensal). O vencimento ocorre todo dia 15 de cada mês.

A importância da disciplina nos pagamentos

Manter a regularidade nos recolhimentos é essencial para que o período seja integralmente contabilizado pelo INSS. Dados oficiais indicam que a disciplina no pagamento mensal é crucial para que o instituto reconheça corretamente o tempo de contribuição no momento de calcular o benefício. Atrasos ou falhas podem prejudicar a média salarial e, consequentemente, o valor da aposentadoria.

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Além disso, o MEI deve estar atento ao planejamento de longo prazo. Como a complementação é voluntária, cabe ao empreendedor avaliar sua capacidade financeira e projetar o valor desejado para o futuro. A flexibilidade de escolher a base de cálculo permite ajustes conforme a evolução dos rendimentos, mas exige compromisso mensal para que o esforço se reflita em um benefício mais vantajoso. As informações foram verificadas junto a fontes oficiais, garantindo a precisão dos dados apresentados.


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