sábado, 18 de julho de 2026
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Promotoria deu prazo de 15 dias para corporação explicar concessão de reserva remunerada a oficial acusado de matar a esposa, também policial militar

MP-SP apura se PM acelerou aposentadoria de tenente-coronel preso por matar esposa

Promotoria deu prazo de 15 dias para corporação explicar concessão de reserva remunerada a oficial acusado de matar a esposa, também policial militar

· 4 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • PM aprovou aposentadoria de coronel preso em menos de uma semana
  • MP-SP deu 15 dias para governo explicar concessão da reserva remunerada
  • Oficial é réu por feminicídio e fraude processual pela morte da esposa
  • Processo disciplinar pode expulsar o militar e anular a aposentadoria
  • Soldado denunciou o mesmo oficial por assédio moral e sexual

O Ministério Público de São Paulo abriu uma frente de investigação para apurar se a Polícia Militar favoreceu o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto ao conceder-lhe aposentadoria remunerada em tempo recorde. O oficial está preso há cerca de dois meses, réu pelo feminicídio da esposa, a soldado Gisele Alves Santana, e por fraude processual.

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A representação que motivou a apuração do MP-SP partiu de um deputado estadual, que apontou contradição na conduta da corporação. Após a prisão, a remuneração do militar havia sido suspensa, mas o pedido de aposentadoria foi protocolado e aprovado em menos de uma semana, conforme denúncia que chegou ao Ministério Público.

O promotor de Justiça responsável pelo caso afirmou, em despacho de 30 de abril de 2026, não ter ainda “elementos probatórios suficientes para a imediata instauração de procedimento investigatório”. No entanto, fixou prazo de 15 dias para que a Polícia Militar e a Secretaria da Segurança Pública entreguem documentos e esclarecimentos sobre o processo de aposentadoria do oficial.

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Aposentadoria em menos de uma semana sob suspeita

O pedido de aposentadoria do tenente-coronel foi aprovado em menos de uma semana, um intervalo que o MP-SP considera incompatível com a gravidade das acusações. “Entraram com esse pedido e, em menos de uma semana, a corporação concedeu a aposentadoria”, afirmou fonte próxima ao caso, em declaração reproduzida pela imprensa.

A celeridade do trâmite contrasta com a situação prisional do oficial. Rosa Neto está detido há quase dois meses, acusado de matar a esposa com um tiro na cabeça e de cometer fraude processual, segundo a investigação da Polícia Civil.

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Enquanto o MP-SP aguarda as explicações do governo paulista, a Polícia Militar conduz um processo administrativo disciplinar que pode resultar na expulsão do tenente-coronel. De acordo com a corporação, o procedimento corre em sigilo e testemunhas serão ouvidas ainda em maio de 2026.

Defesa alega obsessão, mas MP mantém acusação

A defesa de Rosa Neto sustenta que ele agiu sob “obsessão e insanidade”, mas o Ministério Público mantém a acusação de feminicídio e fraude processual. O processo disciplinar em andamento pode levar à perda do posto e da remuneração, caso fique comprovada violação grave ao regulamento da PM.

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A manutenção da aposentadoria é vista pelo MP-SP como um possível ato de favorecimento. O promotor responsável monitora os trâmites para avaliar se a concessão violou regras disciplinares da corporação.

Paralelamente, o oficial é alvo de outra acusação grave: uma soldado de 32 anos da PM-SP o denunciou por assédio moral e sexual, perseguição e ameaças. A defesa da agente protocolou uma notícia-crime na Corregedoria da Polícia Militar.

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Acusação de assédio amplia perfil do réu

A notícia-crime por assédio moral e sexual contra uma subordinada, revelada pelo Estadão, amplia o perfil de conduta do tenente-coronel e pode influenciar o processo administrativo disciplinar. Segundo a Corregedoria da PM, a denúncia será apurada e anexada aos demais procedimentos contra o oficial.

O Ministério Público de São Paulo também foi comunicado, mas ainda não instaurou investigação formal sobre esse episódio específico. O promotor responsável declarou que, até o momento, não há “elementos probatórios suficientes para a imediata instauração de procedimento investigatório”.

A denúncia reforça o histórico de conduta questionável do militar e pode pesar na decisão sobre sua expulsão. Caso o processo disciplinar conclua pela violação do regulamento, Rosa Neto perderá o posto e a remuneração, anulando os efeitos da aposentadoria concedida em tempo recorde.


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