A produção cinematográfica ‘Dark Horse’, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, ultrapassou R$ 134 milhões em negociações lideradas pelo senador Flávio Bolsonaro e pelo empresário Carlos Vorcaro, segundo investigação do The Intercept. O projeto, um dos mais caros do cinema político nacional, enfrenta denúncias de agressão nos bastidores e questionamentos sobre a origem dos recursos.
Orçamento milionário e captação de recursos
As negociações chamaram atenção pela discrepância dos valores e pela influência política na captação. De acordo com O Globo e InfoMoney, o valor repassado por Vorcaro superou o orçamento inicial, levantando suspeitas sobre a transparência da operação.
O montante negociado por Flávio Bolsonaro contrasta com a realidade do cinema brasileiro, que depende de editais e leis de incentivo. Dados da revista fontes oficiais mostram que o valor é desproporcional à média nacional, equivalente a produções internacionais de cerca de US$ 24 milhões.
O Diário do RN apontou que a obra pode ser a mais cara da história do Brasil, em meio à crise de financiamento do setor. A Tribuna do Sertão reportou que o filme é alvo de fiscalização rigorosa, com suspeitas de uso de vias indevidas na captação.
O Estado de Minas destacou a polêmica entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro, mostrando como a interseção entre poder político e capital privado moldou o projeto desde o início.
Denúncias de agressão e críticas
Além da controvérsia financeira, o ambiente de gravação foi marcado por hostilidade. Os portais Metrópoles e Página 1 relataram conflitos envolvendo a equipe técnica, manchando a imagem da produção.
A ausência de um ambiente seguro expõe falhas na gestão e levanta questões sobre as condições trabalhistas, apesar do financiamento robusto.
O Diário do Centro do Mundo classificou a obra como ‘filme picareta de Bolsonaro‘, resumindo a desconfiança sobre as intenções do projeto.
A confluência de denúncias trabalhistas, suspeitas de desvio de recursos e instrumentalização política ameaça transformar o longa em caso policial. As investigações apontadas pela Tribuna do Sertão e os valores revelados pelo The Intercept e O Globo sugerem possíveis implicações legais.
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