sábado, 18 de julho de 2026
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Economia

Prejuízo da Natura triplica para R$ 445 milhões no 1º trimestre e frustra mercado

Vendas no Brasil caíram 5,5% e despesas com reorganização pressionaram o balanço da companhia.

· 2 min de leitura · Atualizado em 12.05.2026 · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Prejuízo de R$ 445 milhões no 1T26, ante perda de R$ 152 milhões um ano antes.
  • Vendas no Brasil encolheram 5,5% na base anual.
  • EBITDA de R$ 346 milhões ficou 20% abaixo da expectativa do mercado.
  • Despesas de reorganização e câmbio adverso amplificaram a perda.
  • CEO sinalizou otimismo, mas resultado mostra desafios persistentes.

A Natura Cosméticos encerrou o primeiro trimestre de 2026 com prejuízo líquido de R$ 445 milhões, valor que mais que triplica a perda de R$ 152 milhões registrada no mesmo período do ano anterior. O resultado reflete a combinação de vendas mais fracas no mercado brasileiro, custos de reestruturação e o impacto negativo do câmbio sobre as operações internacionais.

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Os números foram divulgados nesta segunda-feira pela companhia e frustraram analistas. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) ficou em R$ 346 milhões, bem abaixo dos R$ 430 milhões projetados pelo mercado, sinalizando deterioração operacional além do esperado.

Vendas no Brasil recuam e reorganização pesa

A receita no Brasil, principal mercado da empresa, encolheu 5,5% na comparação anual. A queda reflete um ambiente de consumo mais retraído e a acirrada concorrência no segmento de beleza, especialmente no canal digital. A companhia não detalhou o desempenho online, mas o avanço de rivais no e-commerce e em redes sociais tem pressionado marcas tradicionais.

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Além da retração nas vendas, as despesas extraordinárias com a reorganização corporativa — processo que incluiu a venda das marcas The Body Shop e Aesop e a concentração em Natura e Avon — consumiram recursos e afetaram o lucro contábil. O efeito cambial, com a desvalorização do real frente ao dólar, também corroeu os resultados de subsidiárias no exterior.

Em março, o CEO da companhia afirmou que a empresa está “pronta para acelerar o crescimento” e que a reestruturação seria concluída em breve. O balanço do primeiro trimestre, porém, indica que o caminho para a recuperação sustentável ainda depende de uma virada comercial no Brasil.

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