Duas pessoas morreram e três ficaram feridas em um tiroteio durante uma reunião de negócios no centro comercial de Koreatown, em Carrollton, no Texas. O crime, ocorrido na tarde de terça-feira, 5 de maio de 2026, não foi aleatório — as vítimas e o atirador, Seung Ho Han, de 69 anos, se conheciam e discutiam pendências comerciais, segundo o Departamento de Polícia de Carrollton.
O ataque começou com um disparo na Parkway, antes de o suspeito se deslocar até o K Towne Plaza, onde ocorreu a maior parte da violência. A polícia local detalhou o trajeto do atirador até o local da reunião. Após os tiros, Han fugiu a pé, mas foi capturado rapidamente — um desfecho incomum para atiradores dessa faixa etária, conforme análise de especialistas em segurança.
A presença de agentes do FBI e de outra agência federal no local indica que o incidente pode ter ramificações além da jurisdição local. A comunidade coreana de Carrollton, abalada, aguarda esclarecimentos sobre as circunstâncias exatas do ataque.
Do primeiro disparo à prisão: a cronologia do ataque
O tiroteio começou com um disparo na Parkway, antes do ataque principal no estacionamento do K Towne Plaza. O suspeito, Seung Ho Han, se deslocou até o centro comercial, onde ocorreu a reunião de negócios. A polícia confirmou que o crime foi motivado por desavenças comerciais, conforme múltiplas fontes oficiais.
Após os disparos, Han fugiu a pé, mas foi preso após uma breve perseguição. “Foi um incidente isolado, relacionado a negócios”, afirmou um porta-voz da polícia de Carrollton. A prisão rápida contrasta com o perfil de crimes semelhantes, nos quais suspeitos mais velhos costumam se entregar ou ser encontrados no local.
O envolvimento do FBI, enviado ao local, sugere que o caso pode envolver crimes interestaduais ou violações de leis federais. A agência não divulgou detalhes sobre sua atuação, mas a presença federal reforça a gravidade do incidente.
Perfil do suspeito e a raridade de atiradores idosos
Seung Ho Han, de 69 anos, contrasta com o perfil típico de atiradores ativos nos Estados Unidos. Dados do FBI indicam que a maioria dos autores desses incidentes é significativamente mais jovem. Entre 2000 e 2019, apenas 3% dos atiradores tinham 60 anos ou mais, enquanto a faixa de 18 a 29 anos concentrou a maior parte dos casos.
A idade avançada de Han levanta questões sobre suas motivações. A polícia local classificou o crime como “não aleatório” e decorrente de “desavenças comerciais”. O fato de as vítimas conhecerem o atirador sugere um conflito prolongado.
A raridade de atiradores idosos desafia os protocolos tradicionais de prevenção, que costumam focar em perfis mais jovens. O episódio pode reacender o debate sobre conflitos comerciais que escalam para a violência extrema, especialmente em comunidades étnicas unidas por laços empresariais.
Koreatown e o fantasma de Allen: insegurança em centros comerciais
O tiroteio no K Towne Plaza reacendeu o trauma de Allen, cidade vizinha onde, em maio de 2023, um atirador matou oito pessoas em um outlet. O massacre de Allen foi um dos mais letais do estado e expôs a vulnerabilidade de centros comerciais abertos. Agora, a violência atinge um polo étnico coreano, frequentado por famílias e empresários da comunidade.
“Não foi um ataque aleatório; todos se conheciam e estavam reunidos para tratar de negócios”, declarou o chefe de polícia de Carrollton. O FBI, que enviou agentes ao local, mantém alerta para o aumento de atiradores ativos em espaços comerciais — foram 48 incidentes nos EUA em 2024, segundo relatório da própria agência federal.
Especialistas em segurança comercial alertam que pequenos centros étnicos, como o K Towne Plaza, muitas vezes carecem de protocolos robustos de prevenção, tornando-se alvos fáceis para acertos de contas. O episódio reacende o debate sobre a escalada de desavenças comerciais na comunidade coreana do norte do Texas, onde conflitos empresariais já resultaram em outros episódios de violência nos últimos anos.











