sábado, 18 de julho de 2026
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Investigação revela que Casa da Moeda dos EUA compra ouro extraído ilegalmente na Colômbia, ligado ao cartel Clan del Golfo, e o transforma em moedas oficiais sem fiscalização adequada.

Casa da Moeda dos EUA compra ouro de cartel de drogas e vende como ‘americano’

Investigação revela que Casa da Moeda dos EUA compra ouro extraído ilegalmente na Colômbia, ligado ao cartel Clan del Golfo, e o transforma em moedas oficiais sem fiscalização adequada.

· 3 min de leitura · Atualizado em 08.05.2026 · NEXUS A.I. do PIRANOT - Editoria de Loterias

Mais de US$ 1 bilhão em moedas de ouro são vendidas anualmente pela Casa da Moeda dos EUA com a garantia de que o metal é 100% americano. Investigação do New York Times, porém, revela que parte desse ouro é extraído ilegalmente na Colômbia, ligado ao cartel Clan del Golfo, e entra na cadeia oficial sem rastreamento adequado.

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Cada moeda traz a estampa de uma águia-careca, símbolo da garantia federal de que o ouro é de origem nacional. Segundo a Plataforma Media, o programa de moedas de ouro para investimento movimenta mais de US$ 1 bilhão por ano. A promessa de pureza e legalidade atrai investidores que buscam um ativo seguro.

No entanto, a fiscalização da origem do metal é insuficiente. Conforme o Diário do Centro do Mundo, o ouro ilegal colombiano é lavado em refinarias internacionais e perde o vínculo com a mineração criminosa. Com isso, o minério é certificado como ‘reciclado’ ou ‘de fonte responsável’ e passa a integrar a cadeia de suprimentos da Casa da Moeda.

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A rota do ouro ilegal colombiano

O mineral extraído ilegalmente na Colômbia tem ligações comprovadas com o cartel Clan del Golfo, segundo o Brasil 247. A reportagem, baseada na investigação do New York Times, detalha como o ouro é contrabandeado para refinarias em países como Peru e Suíça.

Nas refinarias, o metal é fundido e certificado como origem limpa. A partir daí, ele entra no mercado internacional e pode ser adquirido por empresas que fornecem a Casa da Moeda dos EUA. O Globo também repercutiu a investigação, destacando o papel do crime organizado na mineração ilegal.

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A rota expõe uma brecha no sistema de rastreamento. O ouro perde sua identidade criminosa ao ser processado, tornando-se indistinguível do minério legal. Segundo a reportagem, a falta de fiscalização na ponta da cadeia permite que o metal contaminado chegue às moedas oficiais.

Falta de fiscalização compromete credibilidade

A ausência de controles eficazes fragiliza a confiança no selo oficial dos EUA. O Diário do Centro do Mundo aponta que a garantia de pureza e origem estampada nas moedas é comprometida pelo ingresso de ouro ilegal.

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A investigação do New York Times, repercutida pelo Brasil 247, indica que a ligação com o crime organizado mancha a reputação do programa de moedas de ouro. Investidores que compram as peças confiando na garantia federal podem estar adquirindo metal de origem criminosa sem saber.

Esquemas semelhantes já foram identificados em outros países. No Canadá, a Casa da Moeda local também enfrentou acusações de comprar ouro de fontes ilícitas, conforme mencionado por O Globo. O caso americano, porém, envolve volumes maiores e a credibilidade de uma das maiores economias do mundo.

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A pressão por maior transparência aumenta. Organizações de controle pedem que a Casa da Moeda dos EUA adote mecanismos de rastreamento mais rigorosos, como auditorias independentes e certificação de origem para todo o ouro adquirido. Até lá, o selo ‘americano’ pode não ser sinônimo de legalidade.


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