A turbulência, embora comum e geralmente inofensiva, continua sendo um dos fatores que mais geram desconforto e ansiedade em passageiros durante voos. Estudos recentes indicam que episódios mais intensos têm se tornado mais frequentes, possivelmente influenciados pelas mudanças climáticas, que alteram o comportamento das correntes de ar em altitude.
Pesquisa da Universidade de Reading aponta que a turbulência severa em céu claro aumentou 55% entre 1979 e 2020, fenômeno de difícil detecção por radares e satélites. A projeção é de que esses eventos possam dobrar até 2050, exigindo adaptação da aviação.
Para reduzir a sensação de instabilidade, especialistas recomendam escolher assentos próximos às asas, onde está o centro de massa da aeronave. Essa região sofre menos oscilações em comparação com a parte traseira, onde o fluxo de ar tende a ser mais turbulento. Além disso, aviões maiores costumam oferecer voos mais estáveis devido à maior massa e inércia, que amortecem movimentos bruscos.
Apesar do desconforto, a turbulência não representa risco estrutural para aeronaves comerciais, projetadas para suportar condições extremas. O principal perigo está dentro da cabine, quando passageiros ou objetos soltos podem se deslocar. Por isso, manter o cinto de segurança afivelado durante todo o voo segue sendo a medida mais eficaz de proteção.