A Geely vai produzir o hatch elétrico EX2 no Complexo Ayrton Senna, em São José dos Pinhais (PR), até o fim de 2026. O anúncio antecipa um passo industrial que não estava no plano original do modelo, lançado no Brasil em novembro de 2025.
A nacionalização foi confirmada pelo presidente da Renault Geely no Brasil, Ariel Montenegro, e amplia a operação da joint venture criada para fabricar modelos chineses na estrutura da Renault no Paraná. O EX2 passa a ser o segundo veículo da parceria com produção local anunciada, depois do SUV híbrido EX5 EM-i, único previsto no plano inicial.
A aceleração do calendário industrial responde ao desempenho comercial: o EX2 somou 4.321 emplacamentos em maio de 2026 e acumulou fila de espera de até 90 dias desde o lançamento. Na China, o modelo vendeu mais de 460 mil unidades em 2025.
Por que o EX2 entrou na linha da Renault
A decisão de fabricar o hatch no Brasil foi tomada em março de 2026, quatro meses depois do lançamento comercial. A confirmação pública ocorreu em 2 de junho, com prazo de montagem fixado para o fim do ano no Complexo Ayrton Senna, em São José dos Pinhais.
O EX2 é construído sobre a plataforma GEA, sigla para Global Intelligent Electric Architecture, tem tração traseira, motor de 116 cv e autonomia de 289 km homologada pelo Inmetro. A configuração hoje importada deve servir de base para a versão nacional.
Concorrência no segmento elétrico
Hoje importado, o EX2 é vendido por R$ 123.800 na versão Pro e R$ 136.800 na Max. A produção nacional posiciona a Geely para enfrentar a BYD Dolphin e o recém-chegado GAC Aion UT, em pré-venda no país, num momento em que o hatch elétrico se firma como porta de entrada da eletrificação no varejo brasileiro.
A Renault Geely não informou valor de investimento, número de empregos, índice de nacionalização de componentes nem data de partida da linha. A empresa também não indicou se a montagem em São José dos Pinhais terá efeito sobre os preços de tabela praticados na fase de importação.












