quarta-feira, junho 3
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Brasil

Lula abre 7 pontos sobre Flávio em semana de tarifaço dos EUA

Real Time Big Data mostra petista com 38% a 31% no 1º turno; Datafolha havia apontado empate no 2º turno em maio.

· 2 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT e Júnior Cardoso

Pontos-chave

  • No Real Time Big Data, o petista também vence simulação de 2º turno por 45% a 40%.
  • Datafolha havia apontado 45% a 45%, em cenário com diferenças de método e coleta.
  • Série entre abril e junho indica oscilação em disputa polarizada entre PT e bolsonarismo.
  • Efeito político da tarifa americana ainda é incerto e pode ficar restrito à conjuntura da semana.

Lula abriu sete pontos de vantagem sobre Flávio Bolsonaro na corrida presidencial de 2026, segundo o Real Time Big Data divulgado em 1º de junho: 38% a 31% no 1º turno. O resultado vem na semana em que a tarifa de 25% anunciada por Donald Trump dominou o debate político no Brasil.

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O número interrompe uma sequência favorável ao senador, que vinha embalado por pesquisas de abril que o colocavam à frente em eventual 2º turno. No mesmo levantamento, Lula aparece com 45% contra 40% de Flávio em uma disputa direta — cenário em que o Datafolha de 16 de maio havia registrado empate técnico em 45%.

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De abril a junho: a virada nas pesquisas

A série disponível mostra três pontos de inflexão no intervalo. Em 15 de abril, o avanço de Flávio era tão consistente que aliados intensificaram a articulação para atrair o governador Romeu Zema como vice. Um mês depois, em 16 de maio, o Datafolha registrou empate técnico no 2º turno. Em 1º de junho, o Real Time Big Data colocou Lula à frente nos dois cenários simulados.

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A leitura no campo bolsonarista é que a estratégia de “jogo parado” adotada pelo senador dá sinais de esgotamento, conforme análise publicada pelo Estadão em 28 de maio. Tratado como herdeiro político de Jair Bolsonaro para 2026, Flávio enfrenta agora o desafio de reagir sem perder a base que se consolidou na primeira metade do ano.

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Tarifaço entra na conta eleitoral

A tarifa de 25% anunciada pelos Estados Unidos virou munição direta de campanha. Em 2 de junho, Lula chamou Flávio de “imbecil” ao tratar do tema e afirmou ter combinado com Trump um prazo para negociação de um acordo. O senador, em paralelo, declarou ter pedido ao presidente americano que poupasse empresas brasileiras — episódio que aliados do Planalto trataram como vantagem política inesperada.

O impacto econômico da medida ainda não está quantificado nos documentos disponíveis, e a data exata da viagem do senador aos Estados Unidos não consta do material consultado. Os próximos sinais verificáveis serão a publicação oficial das alíquotas pelo governo americano, novas rodadas de pesquisa e a definição, pelo PL, do nome que disputará a Presidência — ponto em que Flávio segue como favorito do entorno familiar.