sábado, 25 de julho de 2026
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Brasil

Menino de dois anos morre após receber dose oito vezes maior de medicamento

· 2 min de leitura · Por Andrey Moral

Pontos-chave

  • A criança internada com bronquiolite recebeu por engano succinilcolina em vez de hidrocortisona intravenosa.
  • Laudos periciais confirmaram que a dose do relaxante muscular era incompatível com o peso da vítima.
  • As investigações indicaram que falhas no armazenamento dos medicamentos podem ter contribuído para a troca fatal.

A morte do menino José Rafael dos Santos Sailvano de Souza, de apenas dois anos, voltou a ganhar repercussão após o Ministério Público denunciar uma técnica de enfermagem por homicídio culposo. O caso ocorreu em um hospital de Andradina, no interior de São Paulo, e teve sua primeira audiência de instrução realizada nesta semana.

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Segundo as investigações, a criança deu entrada na unidade de saúde em maio de 2025 com quadro de bronquiolite. A médica responsável prescreveu 100 mg de hidrocortisona por via intravenosa, mas, por engano, foi administrada uma dose de 100 mg de succinilcolina, medicamento utilizado em procedimentos de intubação e bloqueio muscular.

Pouco depois da aplicação, o menino apresentou queda brusca da saturação de oxigênio, vômitos, bradicardia e sofreu uma parada cardiorrespiratória. Equipes médicas iniciaram manobras de reanimação, mas a criança não resistiu e morreu horas após dar entrada no hospital.

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Laudos do Instituto Médico Legal (IML) e do Instituto de Criminalística apontaram que a dose aplicada era várias vezes superior à recomendada para uma criança da idade e peso da vítima. As investigações concluíram que a profissional responsável pelo preparo da medicação teria retirado o frasco errado e não conferido corretamente o rótulo antes da aplicação.

O Ministério Público também destacou possíveis falhas no armazenamento dos medicamentos, já que a succinilcolina estaria guardada na mesma gaveta da hidrocortisona, facilitando a troca indevida.

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A técnica de enfermagem chegou a ser presa em flagrante na época do ocorrido, mas foi liberada após pagamento de fiança e responde ao processo em liberdade. A defesa sustenta que a responsabilidade pela morte não pode ser atribuída exclusivamente à profissional, alegando que outros fatores relacionados ao atendimento médico também deverão ser analisados pela Justiça.

Em nota, a instituição hospitalar informou que colaborou com as investigações e afastou a funcionária após o ocorrido. O caso segue tramitando na Justiça e continua gerando comoção entre familiares e moradores da região.

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