quarta-feira, 15 de julho de 2026
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Economia

Coreia do Sul eleva projeção do PIB a 3% com boom de chips de IA

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • As exportações totais da Coreia do Sul atingiram US$ 102,25 bilhões em junho, um recorde mensal com alta de 70,9% em relação ao ano anterior.
  • O superávit comercial do país alcançou US$ 36,15 bilhões no mês, impulsionado pela demanda global por chips de IA.
  • Apesar do boom, o índice Kospi entrou em bear market ao cair 20% de sua máxima, pressionado pela concentração em poucas ações de tecnologia.
  • O lucro operacional da Samsung foi multiplicado por 19 no segundo trimestre, refletindo o apetite por memórias de alta largura de banda.

O governo da Coreia do Sul elevou de 2% para 3% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026, puxado pela forte demanda global por semicondutores usados em aplicações de inteligência artificial.

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A revisão acompanha uma virada no setor externo sul-coreano. Em junho, as exportações do país somaram US$ 102,25 bilhões, recorde mensal, com alta de 70,9% em relação ao mesmo período de 2025. Foi o ritmo mais forte desde outubro de 1978, impulsionado sobretudo pelas vendas de chips.

O saldo comercial também ganhou força: o superávit chegou a US$ 36,15 bilhões no mês. O desempenho reforça o peso dos semicondutores na economia sul-coreana, em um momento em que data centers, fabricantes de equipamentos e empresas de tecnologia ampliam a compra de memórias avançadas para treinar e operar sistemas de IA.

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Chips mudam o cenário para 2026

A melhora das projeções mostra como a corrida global por infraestrutura de inteligência artificial passou a reordenar expectativas macroeconômicas. Para a Coreia do Sul, que tem nas exportações industriais um dos motores centrais de crescimento, a demanda por chips funciona como uma ponte entre o ciclo de tecnologia e a atividade doméstica.

O avanço das vendas externas ajuda a sustentar produção, investimento e arrecadação. Ao mesmo tempo, aumenta a pressão sobre cadeias produtivas, energia, salários e custos de operação — canais que explicam por que o governo também passou a prever inflação mais alta em 2026.

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Inflação limita espaço para alívio monetário

A combinação de crescimento mais forte e preços mais pressionados cria um dilema para a política econômica. De um lado, o boom dos semicondutores melhora a perspectiva de expansão. De outro, a inflação reduz o poder de compra das famílias e pode limitar o espaço para estímulos adicionais.

A nova projeção de inflação não veio acompanhada de um patamar detalhado. Ainda assim, a mudança de direção é relevante: indica que o governo vê o aquecimento da economia não apenas como ganho de atividade, mas também como fonte de pressão sobre preços.

O próximo teste será medir se o salto das exportações se mantém ao longo do segundo semestre. Se a demanda por chips de IA continuar forte, a Coreia do Sul entra em 2026 com crescimento mais robusto, mas com menos margem para tratar a inflação como problema passageiro.


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