sábado, julho 4
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Política

Datafolha mede Tarcísio e Haddad após desistências na disputa em SP

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Levantamento ouviu 1.608 eleitores entre 1º e 3 de julho.
  • Margem de erro é de 2 pontos percentuais.
  • Pesquisa foi contratada pela Folha ao custo de R$ 185,7 mil.
  • Saídas de Kim Kataguiri e Paulo Serra reduziram o campo.
  • Registro no TSE não foi informado nos dados disponíveis.

O Datafolha divulga na madrugada deste domingo (5) uma nova pesquisa sobre a disputa pelo governo de São Paulo, com Tarcísio de Freitas, do Republicanos, e Fernando Haddad, do PT, no centro do tabuleiro eleitoral.

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A rodada ganha peso porque é a primeira depois das desistências de Kim Kataguiri e Paulo Serra. Com a saída dos dois, o campo de pré-candidatos encolhe e a pesquisa passa a medir se a disputa paulista caminha para uma concentração capaz de alimentar a tese de definição no primeiro turno.

O levantamento ouviu 1.608 eleitores entre quarta-feira (1º) e sexta-feira (3), tem margem de erro de 2 pontos percentuais e custou R$ 185.700. A pesquisa foi contratada pela Folha de S.Paulo e deve trazer cenários para o governo estadual, Presidência e Senado entre eleitores paulistas.

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Disputa fica mais concentrada em São Paulo

Tarcísio chega à rodada como governador e pré-candidato à reeleição. Haddad aparece como o principal nome petista para a disputa estadual. A presença dos dois dá à pesquisa uma dupla leitura: mede a corrida pelo Palácio dos Bandeirantes e, ao mesmo tempo, indica como o maior colégio eleitoral do país reage ao embate nacional que já se desenha para 2026.

A redução do número de nomes no páreo tende a diminuir a fragmentação, mas não resolve sozinha a eleição. O ponto decisivo será a distância entre o líder, os demais concorrentes e a soma dos adversários, sempre dentro da margem de erro de 2 pontos. É essa combinação que dirá se a tese de vitória no primeiro turno ganha força ou se a disputa segue com desenho de segundo turno.

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Kim Kataguiri e Paulo Serra entram no cálculo justamente por terem deixado espaços eleitorais distintos. A ausência deles reorganiza a oferta de votos entre os candidatos que permanecem e aumenta a importância dos nomes menos competitivos, que podem impedir ou facilitar uma definição antecipada a depender do tamanho que mantiverem na pesquisa.

São Paulo também testa o ambiente nacional

Além da corrida estadual, a pesquisa deve mostrar como os eleitores paulistas se posicionam nos cenários para presidente e Senado. Esse recorte é estratégico porque São Paulo concentra o maior eleitorado do país e costuma influenciar a leitura das campanhas sobre alianças, palanques e prioridades de comunicação.

A sequência da pesquisa começou na quarta-feira, com o início das entrevistas, e terminou na sexta. A divulgação chegou a ser esperada para sábado (4), mas a previsão passou para a madrugada de domingo, quando os percentuais devem orientar a reação pública das campanhas.

Com os números publicados, Tarcísio, Haddad e os demais pré-candidatos terão o primeiro retrato da corrida paulista após o enxugamento do campo. A consequência prática será imediata: quem aparecer perto de vencer no primeiro turno tentará consolidar essa narrativa; quem ficar distante terá de mostrar fôlego para levar a disputa a uma segunda etapa.


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