O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado de Santa Catarina deflagrou nesta quarta-feira (1º) a Operação Coluna Sul, ofensiva contra integrantes do Primeiro Comando da Capital em seis estados. A ação mobiliza 320 mandados judiciais e é tratada como a maior já realizada pelo Gaeco catarinense.
As ordens foram expedidas pela Vara Estadual de Organizações Criminosas de Santa Catarina. Ao todo, são 169 mandados de busca e apreensão e 151 mandados de prisão temporária em Santa Catarina, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.
A operação mira uma rede atribuída ao PCC com atuação para além das divisas estaduais, um traço central da facção, que historicamente combina presença nas ruas com comando exercido a partir de unidades prisionais. Durante o cumprimento das ordens, uma pessoa morreu; as circunstâncias da morte devem ser esclarecidas pelas autoridades responsáveis pela ocorrência.
Coluna Sul amplia ofensiva recente contra a facção
A Coluna Sul aparece como desdobramento da Operação Maserati, realizada em 2021, e ocorre duas semanas depois de outra ofensiva de grande escala contra a mesma facção. Em 15 de junho, a Operação Panóptico, conduzida pelo Gaeco do Paraná, cumpriu 559 mandados no Paraná, em Santa Catarina, em São Paulo e em Mato Grosso do Sul.
A nova ação mantém quatro desses estados no mapa da investigação e acrescenta Rio Grande do Sul e Minas Gerais à rota dos mandados. A expansão territorial ajuda a dimensionar o desafio das forças de segurança: desarticular grupos que operam em células regionais, usam intermediários e preservam vínculos com presos apontados como responsáveis por ordens externas.
O volume de prisões temporárias indica que a investigação busca avançar sobre a cadeia de comando e sobre operadores encarregados de executar tarefas fora dos presídios. Já os mandados de busca e apreensão servem para recolher celulares, documentos, dinheiro, armas ou outros elementos capazes de sustentar novas etapas da investigação.
Próximo passo é consolidar prisões e apreensões
O balanço oficial deve detalhar quantos mandados foram efetivamente cumpridos, o número de presos, os materiais apreendidos e a distribuição das ações por cidade. Esses dados serão decisivos para medir se a operação alcançou apenas braços regionais ou se atingiu nomes com função de comando dentro da estrutura criminosa.
Por ora, a escala da Coluna Sul confirma a prioridade dada pelos Ministérios Públicos estaduais ao enfrentamento de facções que atuam em rede. Com 320 ordens judiciais em seis estados, a operação passa a ser um dos principais movimentos recentes contra o PCC no Sul e no Sudeste.











