quarta-feira, julho 1
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Economia

Petrobras vê petróleo em US$ 75, mas corte do diesel não chega à bomba

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Próximos passos e incertezas A Petrobras manteve o preço do diesel após o fim da subvenção, conforme registrou o Valor Econômico nesta quarta-feira.
  • A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta quarta-feira (1) que o petróleo parece ter entrado em uma nova faixa de preço, entre US$ 72 e US$ 75 por barril.
  • O preço médio do diesel nas distribuidoras, informou a Petrobras, era de R$ 3,30 por litro antes do ajuste.
  • A faixa dos US$ 72-75 e a volatilidade do Brent A leitura de Chambriard se baseia no comportamento recente do petróleo.
  • O mercado acompanha a cotação do Brent e a evolução das negociações entre EUA e Irã para avaliar se o patamar de US$ 72-75 se sustenta.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, disse nesta quarta-feira (1º) que o petróleo entrou em um novo patamar, na faixa de US$ 72 a US$ 75 por barril, mesmo com a permanência de incertezas no mercado internacional. A leitura vem um dia depois de a estatal anunciar uma redução de R$ 0,3515 por litro no preço do diesel vendido às distribuidoras.

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Para o consumidor, porém, o corte não significa alívio imediato. O fim de uma subvenção federal sobre o combustível neutraliza o desconto aplicado pela Petrobras nas refinarias. Na prática, a queda no preço da estatal compensa a retirada do subsídio, mas não muda o valor final esperado na bomba.

Antes do ajuste, o preço médio do diesel vendido pela Petrobras às distribuidoras era de R$ 3,30 por litro. A redução anunciada na terça-feira (30) ocorre em meio ao recuo do Brent, referência internacional do petróleo, que fechou a véspera a US$ 72,92, próximo ao nível anterior à escalada geopolítica registrada em 27 de fevereiro.

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Queda do Brent abre espaço para corte, mas cenário ainda é instável

A faixa citada por Chambriard sinaliza uma acomodação depois de semanas de forte volatilidade. O petróleo subiu com o aumento da tensão entre Estados Unidos e Irã e com o risco de interrupções no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de energia. Depois, perdeu força com sinais de negociação e normalização parcial do fluxo na região.

A própria presidente da Petrobras tratou o novo patamar como uma referência de momento, não como garantia de estabilidade permanente. O preço do barril segue exposto ao câmbio, à política de produção dos grandes exportadores e ao desdobramento dos conflitos no Oriente Médio. Qualquer piora nesses fatores pode recolocar pressão sobre os combustíveis no Brasil.

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A Petrobras também chega a esse momento com produção maior. Em junho, a estatal informou avanço relevante na extração, movimento que reforça a capacidade de oferta da companhia, embora o preço doméstico dos combustíveis continue ligado ao comportamento do petróleo no exterior e à variação do dólar.

Diesel pesa no frete e limita efeito sobre o custo de vida

O diesel é o principal combustível do transporte de cargas no país. Por isso, mudanças no preço afetam frete, alimentos, insumos industriais e parte dos custos do transporte público. Quando a queda ocorre apenas na refinaria e não chega ao consumidor, o impacto sobre o custo de vida tende a ser bem menor do que o número anunciado sugere.

O desenho atual explica a frustração para motoristas e transportadores. A Petrobras reduz sua parcela no preço, mas a retirada da subvenção ocupa o espaço do desconto. Sem queda efetiva na bomba, o frete não recebe alívio automático e a pressão sobre cadeias que dependem de transporte rodoviário permanece.

O próximo sinal relevante virá da combinação entre Brent e câmbio nas próximas semanas. Se o barril se mantiver perto de US$ 75 e o dólar não pressionar os custos de importação, a Petrobras ganha espaço para preservar preços menores nas refinarias. Por enquanto, o fato concreto é que o corte de R$ 0,3515 reduz o preço da estatal, mas não entrega economia imediata ao consumidor.


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