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Economia

BTG colidera rodada de US$ 85 mi na Addi, maior fintech da Colômbia

· 4 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Em 2024, obteve uma linha de crédito de US$ 100 milhões com a Victory Park Capital, anunciada via Business Wire ( US$ 71 milhões em upsize ).
  • O BTG Pactual coliderou uma rodada de investimento de US$ 85 milhões na fintech colombiana Addi, conforme reportado por veículos de imprensa especializados nesta quarta-feira (1º).
  • Anteriormente, a empresa já havia levantado US$ 65 milhões e US$ 75 milhões em outras rodadas.
  • Estratégia do BTG na América Latina A aposta na Addi se alinha à movimentação de outros grandes grupos brasileiros no setor de fintechs.
  • A Addi, por sua vez, registrou nos últimos anos crescimento de receita recorrente anual (ARR) superior a US$ 150 milhões, segundo comunicado corporativo republicado pela TMCnet em setembro de 2025.

O BTG Pactual colidera uma rodada de US$ 85 milhões na Addi, fintech colombiana de crédito digital que se tornou uma das principais vitrines do modelo de parcelamento sem cartão na América Latina. A operação também conta com Citius, GIC e Monashees e reforça a estratégia do banco brasileiro de ampliar sua presença regional por meio de investimentos em tecnologia financeira.

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A Addi opera no modelo conhecido como BNPL, sigla em inglês para “compre agora, pague depois”. Na prática, a empresa oferece crédito ao consumidor no ponto de venda, em especial para compras parceladas no comércio eletrônico e em redes parceiras, sem depender do cartão de crédito tradicional. Fundada em 2021, a fintech já foi avaliada em US$ 800 milhões em rodada anterior e passou a ocupar posição central no mercado colombiano de serviços financeiros digitais.

Para o BTG, o aporte amplia uma frente que vai além da atuação tradicional em banco de investimento. O grupo já tem presença relevante em fusões e aquisições, gestão de recursos e private equity na América Latina; ao entrar em uma rodada desse porte, aumenta sua exposição direta a um negócio de concessão de crédito com base tecnológica, em um mercado onde a bancarização ainda deixa espaço para modelos alternativos.

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Por que a Addi atrai capital

A trajetória recente da Addi ajuda a explicar o interesse dos investidores. A empresa vem combinando captações de capital e dívida para financiar crescimento, tecnologia e carteira de crédito. Em 2025, anunciou uma nova captação de US$ 50 milhões em dívida após quatro trimestres consecutivos de lucro operacional e receita recorrente anual acima de US$ 150 milhões.

Esse histórico coloca a fintech em uma categoria disputada: empresas capazes de crescer em crédito ao consumo sem depender apenas de subsídios agressivos ou queima constante de caixa. No setor de BNPL, essa é uma diferença relevante. O modelo exige escala, capacidade de análise de risco e disciplina na inadimplência — três pontos que definem se a expansão vira negócio financeiro sustentável ou apenas aquisição cara de clientes.

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A rodada atual chega em um momento em que investidores voltam a selecionar com mais rigor fintechs de crédito na região. Depois do ciclo de juros altos e da correção de valuations em tecnologia, empresas com carteira performando, acesso a funding e presença em mercados ainda pouco penetrados ganharam vantagem na disputa por capital.

A aposta regional do BTG

A decisão do BTG se encaixa em um movimento mais amplo de diversificação de receitas. Em vez de depender apenas de assessoria financeira, mercado de capitais e gestão de fortunas, bancos e gestoras buscam participações em plataformas que podem capturar crescimento estrutural do crédito digital, dos pagamentos e do comércio eletrônico.

No caso da América Latina, o atrativo está na combinação entre baixa penetração bancária, uso crescente de soluções digitais e necessidade de alternativas ao cartão de crédito. A Colômbia reúne esses elementos e se tornou um mercado relevante para testar modelos de crédito de consumo que podem ser replicados ou inspirar operações em outros países da região.

O movimento também dialoga com o avanço de grupos brasileiros sobre fintechs de nicho. Em junho, a Cogna comprou 47% da Educbank por R$ 46,3 milhões e elevou sua participação para 90% da fintech de crédito escolar. Embora os setores sejam diferentes, a lógica é parecida: empresas consolidadas buscam plataformas financeiras digitais para ampliar margem, relacionamento com clientes e capacidade de distribuição.

Impacto no crédito digital

A entrada do BTG em uma rodada desse tamanho não muda imediatamente a competição no Brasil, mas aumenta a relevância de um modelo que ainda disputa espaço no país. O BNPL brasileiro convive com a força histórica do cartão parcelado, uma particularidade que reduz a vantagem de soluções independentes. Ainda assim, fintechs que conseguem aprovar crédito com rapidez, controlar inadimplência e integrar varejistas podem encontrar brechas em segmentos mal atendidos pelo sistema tradicional.

Para a Addi, o capital fortalece a capacidade de crescimento e sustenta a disputa por escala no crédito ao consumo. Para o BTG, a rodada funciona como uma porta de entrada mais direta em um mercado regional de fintechs que segue atraindo capital mesmo em um ambiente seletivo. O próximo teste será transformar expansão em retorno: no crédito digital, crescimento só convence quando vem acompanhado de carteira saudável e funding competitivo.


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