quarta-feira, junho 24
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Agronegócio

Fiesp pressiona Senado a revisar MP do Frete e alerta para alta de custos logísticos

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Contexto: frete mínimo vem de lei de 2018 O debate remete à Lei 13.703/2018, que instituiu a Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas após a crise do frete daquele ano.
  • A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo pediu nesta terça-feira (23) que o Senado altere a MP do Frete, aprovada pela Câmara em 17 de junho.
  • Em nota divulgada pela Fiesp , a entidade afirmou que o Senado deve atuar como Casa revisora para corrigir pontos que, em sua avaliação, elevam custos logísticos e ampliam a insegurança jurídica.
  • Próximos passos: Senado analisa texto aprovado pela Câmara O Senado Federal é agora a Casa responsável por revisar o texto.
  • Se mantiver a versão da Câmara, a medida seguirá o rito legislativo sem as correções pedidas pela Fiesp.

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo repudiou o texto da MP do Frete aprovado pela Câmara em 17 de junho e cobrou do Senado revisão do conteúdo antes que a medida entre em vigor.

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Em nota, a Fiesp afirmou que o texto vai “ampliar os custos de todos”, elevando a insegurança jurídica e encarecendo especialmente o transporte de cargas de baixo valor agregado — com destaque para o calcário agrícola, insumo essencial para a correção da acidez do solo e fundamental à produtividade do campo.

O texto aprovado pelos deputados estabelece piso mínimo de R$ 5 mil para determinadas operações de frete e prevê multa de até R$ 1 milhão para contratantes que descumprirem a tabela — pontos que, segundo a entidade, pressionam as cadeias industriais e agrícolas de forma desproporcional.

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Intervenção no mercado de fretes preocupa indústria

Para a Fiesp, o problema começa antes da MP. A Lei 13.703/2018, que criou a Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas após a paralisação dos caminhoneiros daquele ano, já teria representado uma intervenção excessiva no mercado. Na avaliação da entidade, o novo texto aprofunda esse modelo e agrava seus efeitos sobre quem contrata o transporte.

No setor agropecuário, a principal preocupação recai sobre insumos de baixo valor agregado cujos fretes pesam diretamente na formação de custos do produtor rural. O calcário agrícola é o exemplo mais citado: usado para corrigir a acidez do solo e viabilizar a produtividade, o produto tem seu transporte altamente sensível a variações no piso tarifário.

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A pressão não vem só da indústria. Produtores rurais de Mato Grosso já mobilizavam o Senado por mudanças no frete mínimo antes mesmo da aprovação pela Câmara — sinal de que o setor agropecuário acompanha de perto a tramitação e espera alterações no texto.

Senado decide se segue ou muda o texto aprovado pelos deputados

Com o texto em mãos, o Senado pode aprovar a versão da Câmara sem modificações — o que derrubaria as correções pedidas pela Fiesp — ou incluir mudanças que exigiriam nova análise pelos deputados antes da conclusão da tramitação. A relatoria e o calendário de votação ainda não foram anunciados. A entidade segue na ofensiva para fazer chegar sua posição aos senadores antes do placar final.


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