O Bradesco vai distribuir R$ 3,5 bilhões em juros sobre capital próprio intermediários, com data-base em 3 de julho de 2026. Quem tiver ações do banco ao fim do pregão dessa data tem direito ao provento; a partir de 6 de julho, os papéis passam a ser negociados ex-direito.
As ações preferenciais (BBDC4) rendem R$ 0,346894939 brutos por papel; as ordinárias (BBDC3), R$ 0,315359035. Com retenção de 17,5% de Imposto de Renda na fonte, os valores líquidos ficam em R$ 0,286188324 para a PN e R$ 0,260171204 para a ON. Para quem carrega 1.000 ações preferenciais, o depósito líquido é de R$ 286,19. O prazo máximo para o crédito é 29 de janeiro de 2027.
Posição em 3 de julho define quem recebe
A data-base de 3 de julho é o ponto de corte: apenas acionistas posicionados ao fechamento desse pregão têm acesso ao JCP. A partir de 6 de julho, as ações já circulam ex-direito — compras feitas a partir dessa data não incluem o provento no preço.
O Bradesco, um dos maiores bancos privados do Brasil, tem uso recorrente do JCP como instrumento de remuneração. Distribuições intermediárias ao longo do ano são prática consolidada pelo banco, que combina o mecanismo com dividendos no calendário de proventos.
JCP retém IR do acionista e gera dedução fiscal para o banco
Ao contrário dos dividendos — isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas na legislação atual —, o JCP sofre retenção de 17,5% na fonte. É por isso que o valor bruto por ação (R$ 0,3469 para a PN) difere do líquido creditado (R$ 0,2862). Do lado do banco, a vantagem é real: o JCP é dedutível do Imposto de Renda corporativo, o que reduz a carga tributária e torna o mecanismo fiscalmente mais eficiente do que um dividendo de mesmo valor.
O anúncio se insere em temporada ativa de proventos entre as grandes companhias listadas. Na semana passada, B3, Cemig e Embraer somaram R$ 1,93 bilhão em JCP aprovados para seus acionistas.










