terça-feira, junho 23
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Economia

Alvo da PF, Digimais tem aval de Tarcísio para consignado na PM de SP

· 2 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • PF fez buscas contra o banco em operação com quebra de sigilo de 18 pessoas e empresas
  • Aval para crédito consignado da PM-SP foi relatado por UOL Notícias e Metrópoles
  • Documento estadual ainda precisa esclarecer data, autor e critérios da autorização
  • Não há prova primária pública que ligue a investigação federal ao consignado paulista
  • Banco é associado a Edir Macedo e teve problemas de capital relatados pelo Valor

O Banco Digimais, ligado a Edir Macedo, operava crédito consignado para policiais militares de São Paulo com autorização da gestão Tarcísio de Freitas quando a Polícia Federal o transformou em alvo nesta terça-feira (23). A operação, que bloqueou R$ 670 milhões em bens da instituição, alcança diretamente o governador mais bem posicionado nas pesquisas para a presidência em 2026.

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A PF deflagrou a Operação Miragem com nove mandados de busca e apreensão e quebra de sigilo fiscal de pessoas físicas e jurídicas. A corporação aponta que o Digimais replicou o modelo operacional do Banco Master em esquema investigado — prática que, somada às dificuldades financeiras da instituição, motivou a ação desta manhã. O banco também negociava a própria venda ao BTG Pactual diante de problemas de capital.

O aval de Tarcísio e os PMs paulistas

A gestão Tarcísio de Freitas concedeu autorização para que o Digimais operasse consignado junto à Polícia Militar paulista. O ato que formalizou essa permissão — portaria, contrato ou credenciamento —, a data de assinatura e os critérios de risco adotados não foram divulgados pelo governo de São Paulo. Para os policiais com contratos ativos no banco, permanece em aberto se o desconto em folha segue vigente após a operação federal.

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O governo de São Paulo e o Banco Digimais não se manifestaram sobre o episódio.

Peso político em ano pré-eleitoral

Tarcísio de Freitas governa São Paulo desde janeiro de 2023 e lidera as pesquisas para a presidência em 2026 contra adversários petistas. Ter o nome ligado a uma autorização concedida a banco que a PF acusa de replicar esquema do Banco Master — e cujos bens foram bloqueados em R$ 670 milhões — é exatamente o tipo de episódio que adversários transformam em pauta de campanha.

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A resposta do governo de São Paulo sobre as condições do aval ao Digimais definirá se o caso fica restrito ao banco ou se a responsabilidade alcança a administração estadual diretamente.


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