Márcio França manteve, nesta sexta-feira (5), a pré-candidatura ao Senado por São Paulo. Em publicação nas redes, o ex-ministro escreveu: “Sigo com minha pré-candidatura ao Senado”, e recolocou em evidência a discussão sobre seu lugar na disputa de 2026 com Fernando Haddad.
O recado recoloca em tensão a negociação entre PT e PSB. O PT avalia França para a vice de Haddad em São Paulo, enquanto o PSB insiste em preservá-lo como candidato ao Senado no estado, um ponto que pesa na arquitetura da aliança.
Em 2026, São Paulo continua sendo o tabuleiro decisivo: é o maior colégio eleitoral do país, e o arranjo da chapa depende de combinação política fina entre as siglas. Qualquer definição sobre a vice precisa preservar base, disciplina de aliados e leitura de competitividade para o pleito estadual.
Há ainda o histórico de França no estado. Ele foi vice de João Doria entre 2019 e 2022, chegou a assumir interinamente o governo paulista e, por isso, mantém forte trânsito político no cenário local. A candidatura ao Senado, para o PSB, também é carta de projeção e de força dentro do pacto.
Sem anúncio oficial, entram as convenções
Até o fim do dia em que a posição foi reafirmada, não houve resposta pública de Haddad nem nota formal do Planalto encerrando o impasse. O que se desenha é uma decisão política ainda em negociação e dependente de acordo entre partidos.
Na prática, o recado de França cria duas consequências imediatas: mantém pressão do PSB para garantir a vaga senatorial e mantém o PT obrigado a montar uma composição de Haddad que não rompa a base em São Paulo. O próximo passo é a formalização nas convenções e os pactos partidários para registrar a chapa.










