Califórnia e Nova York puxam a preparação de uma ação coordenada para contestar a fusão entre Warner Bros. Discovery e Paramount, avaliada entre US$ 110 bilhões e US$ 111 bilhões. O caso envolve plataformas com operação no Brasil, como Max e Paramount+, e por isso ganhou peso imediato no radar antitruste internacional.
As procuradorias estaduais ainda não protocolaram a ação. No momento, há análise e montagem de estratégia jurídica, especialmente sobre risco de concentração no mercado de mídia e streaming. Não há, ainda, lista oficial de todos os estados participantes nem data pública de protocolo.
Concentração e números do negócio
Se aprovada sem restrições, a operação poderia alterar a competição por catálogo, produção e poder de negociação entre grandes serviços de assinatura. O desenho financeiro também alimenta a discussão: foram citadas garantias de até US$ 40 bilhões vinculadas a Larry Ellison, além de pagamentos contingenciais de US$ 7 bilhões e US$ 2,8 bilhão em cenários de rejeição ou rescisão regulatória.
Movimento paralelo com corte internacional
Paralelamente, a Paramount já pediu, em 22 de abril, análise da Comissão Europeia, o que sugere uma revisão em dois fronts. Esse contexto importa porque decisões de concorrência no setor audiovisual têm sido globais: no passado recente, operações como Disney-Fox e AT&T-Time Warner mostraram que o debate não é apenas de preço, mas de estrutura de mercado.
Para o assinante brasileiro, o impacto imediato é pequeno. O que muda de fato é o cenário regulatório: uma decisão pode impor remédios, limitar a integração ou mesmo bloquear a operação, com reflexos em catálogo, condições comerciais e eventual ajuste de preços de assinatura nos ciclos seguintes.
O próximo passo é objetivo: protocolo da ação pelos estados e manifestação da FTC. A partir daí, o mercado passa a ter rumo mais claro sobre aprovação, bloqueio ou concessão de condições para a fusão seguir adiante.











