Robert Mytchell Egídio Faria, conhecido como “Ró”, foi condenado na última quarta-feira (3) a 36 anos e quatro meses de prisão pelos crimes de sequestro, homicídio qualificado e ocultação de cadáver do açougueiro Edvan Torres da Silva, de 45 anos, em Piracicaba (SP).
Segundo as investigações, o crime ocorreu em 2024 e teria sido motivado por um suposto “tribunal do crime”, prática atribuída a facções criminosas para julgar e punir pessoas à margem da Justiça. A sentença ainda cabe recurso.
De acordo com o Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), Edvan foi retirado de sua residência, localizada no bairro Bosques dos Lenheiros, e levado para um local onde teria sido submetido ao chamado julgamento criminoso. Em seguida, a vítima foi executada. O corpo nunca foi localizado.
As investigações apontaram que outras pessoas também participaram do crime, mas elas ainda não foram identificadas ou responsabilizadas judicialmente.
Conforme a denúncia, a motivação do assassinato estaria relacionada a acusações de abuso sexual supostamente cometidos por Edvan contra uma menina desde os cinco anos de idade. No entanto, essa suspeita não foi objeto de análise no julgamento e não foi apreciada pela Justiça no processo que apurou o homicídio.
O MP sustenta que Robert, apontado como integrante da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), foi o responsável por determinar o sequestro, a execução e a ocultação do cadáver da vítima.
Durante o julgamento, o promotor de Justiça Aluisio Antonio Maciel Neto destacou que o condenado já possuía antecedentes criminais por tráfico de drogas. Segundo o representante do MP, quando o assassinato ocorreu, Robert cumpria pena em regime aberto.
A defesa do réu afirmou que ele é inocente e informou que irá recorrer da decisão junto ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP), buscando a anulação do julgamento. Caso o pedido seja negado, os advogados pretendem solicitar a redução da pena aplicada.
Comunidade PIRANOT
Receba os plantões de Piracicaba e região direto no seu WhatsApp.
O caso ganhou grande repercussão em Piracicaba pela brutalidade do crime e pelo fato de o corpo da vítima permanecer desaparecido até hoje.








