O Irã voltou a condicionar a retomada de diálogos com os Estados Unidos ao avanço do cessar-fogo no Líbano e à discussão de ativos de cerca de US$ 24 bilhões, colocando o tema no centro da disputa entre as duas capitais.
Teerã também reafirmou apoio ao Hezbollah, enquanto o Líbano disse que está sendo usado como peça de pressão diplomática. Não há, até agora, posição formal publicada por Washington ou por Teerã com os termos completos dessa exigência.
Disputa política e risco militar
Em paralelo, o Irã afirmou ter lançado mísseis de advertência no Golfo de Omã; os Estados Unidos negaram ter sido alvo de ataque. A divergência mantém a tensão, mesmo sem sinais de nova escalada aberta.
Os EUA anunciaram novas sanções relacionadas ao Irã, e o petróleo recuou 3% após sinais de menor risco de confronto. Operadores financeiros voltaram a precificar o episódio como uma alternância entre pressão e diálogo, e não como acordo consolidado.
Na prática, o próximo passo é a publicação de uma posição oficial com prazo e alcance. Com isso, as negociações saem do plano das declarações e ganham previsibilidade; sem ele, o prêmio de risco continua ditando o ritmo do fluxo diplomático e financeiro regional.











