Acidentes com animais nas rodovias da região de Campinas subiram 14% nos cinco primeiros meses de 2026, de acordo com os registros da ARTESP: foram 220 ocorrências entre janeiro e maio, contra 193 no mesmo período de 2025.
O recorte acompanha 90 municípios e combina trechos de grande fluxo com áreas rurais e fragmentos de vegetação, combinação que explica por que o risco não aparece de forma homogênea na malha.
Na disputa pelos números, a Anhanguera (SP-330) registrou 26 acidentes e subiu da segunda para a liderança regional. A Rodovia do Açúcar (SP-308) ficou na sequência, com 23 ocorrências.
As três rodovias com maior volume de casos somaram 70 registros, 31,8% dos 220 episódios totais no período, ou seja, boa parte do problema está concentrada em poucos corredores.
O que ainda não entra na conta
Os dados divulgados ainda não detalham quais animais estiveram envolvidos, o nível de ferimento, o impacto material ou a distribuição por município. Sem esse complemento, fica inviável separar causas como bovinos, animais domésticos ou fauna silvestre com precisão técnica.
Em 2025, a Polícia Rodoviária Federal apontou redução de quase 1% nos acidentes gerais em rodovias federais. O dado não é o mesmo universo: aqui se trata de ocorrências com animais em rodovias estaduais de Campinas.
Impacto para quem dirige
Na prática, a leitura já define prioridade de prevenção: quase um terço dos casos está em poucos eixos, o que torna mais urgente monitorar e corrigir os trechos com maior recorrência, em vez de dispersar ações pela rede inteira.









