A Justiça do Rio decretou nesta quarta-feira (3) nova prisão preventiva de Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, apontado pela polícia como chefe da chamada máfia do cigarro, pela execução do policial penal Bruno Kilier da Conceição Fernandes, em 2023, no Recreio dos Bandeirantes. A decisão alcança ainda o ex-policial militar Rafael do Nascimento Dutra, o Sem Alma, e Jefferson Rodrigues da Silva, conhecido como Jefe.
Ao justificar a medida, o juízo afirmou que Adilsinho deve ser submetido a “regime de segurança capaz de obstar o seu poder financeiro e de articulação, de maneira a reduzir sua influência na criminalidade local”. O contraventor está preso desde 26 de fevereiro, quando foi localizado em Cabo Frio e transferido para a Penitenciária Federal de Brasília.
Denúncia mira bicho, cigarro e cadeia de comando
A nova ordem de prisão decorre de denúncia oferecida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio (Gaeco/MPRJ) contra os três suspeitos pela morte de Kilier. A apuração busca delimitar a participação de cada denunciado no crime e a eventual ligação da execução com disputas internas da máfia do cigarro.
Segundo a polícia, Adilsinho construiu influência no jogo do bicho na Baixada Fluminense e expandiu a atuação para o mercado ilegal de cigarros em dez estados. A organização é apontada como responsável por usar intimidação, corrupção e violência para controlar áreas de venda. O fato de Rafael Dutra ser ex-PM acrescenta ao caso uma linha de investigação sobre infiltração de ex-integrantes das forças de segurança no grupo.
O que falta para os mandados serem cumpridos
Os próximos atos dependem da publicação oficial da decisão e do cumprimento dos mandados contra Sem Alma e Jefe, cujas localizações não foram divulgadas. Também não há, até a publicação desta reportagem, informação pública sobre outras execuções sob apuração na mesma linha investigativa nem manifestação das defesas dos três denunciados.











