A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou, em 17 de maio, Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional pelo surto de Ebola causado pela cepa Bundibugyo na República Democrática do Congo. A decisão, anunciada após reunião do Comitê de Emergência, mobiliza mecanismos de coordenação global e libera recursos internacionais para contenção da epidemia. Até o fechamento desta reportagem, o balanço consolidado pela agência da ONU registrava 246 notificações da doença e pelo menos 130 mortes nas províncias de Ituri e Kivu do Norte, no leste congolês. O vírus cruzou a fronteira com Uganda, onde há dois casos confirmados por laboratório e um óbito.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, classificou a situação como uma “colisão catastrófica” entre emergência de saúde e conflito armado. As províncias afetadas estão sob controle de grupos rebeldes, incluindo o movimento M23, o que impede o acesso de equipes médicas a comunidades inteiras. “O vírus está se espalhando mais rápido que a resposta”, alertou Tedros em comunicado oficial. A declaração de emergência internacional tem como objetivo ampliar a cooperação entre países, acelerar o envio de equipes e insumos às regiões afetadas e fortalecer as ações de vigilância para conter a transmissão na origem.











