Taiwan mobilizou navios e caças nesta terça-feira (26) para monitorar a segunda patrulha militar chinesa ao redor da ilha em sete dias, em meio a escalada de tensões no Indo-Pacífico após cúpula entre os presidentes Xi Jinping e Donald Trump em Pequim.
O secretário-geral do Conselho de Segurança Nacional de Taiwan, Joseph Wu, informou em publicação na rede social X que o Exército de Libertação Popular da China realizou uma “patrulha conjunta de prontidão de combate” ao redor de Taiwan sem provocação prévia. Segundo Wu, a operação ocorreu “pouco depois da cúpula de Pequim” e contou com a presença do grupo do porta-aviões Liaoning no Pacífico Ocidental.
“A República Popular da China é a única fonte de instabilidade na região do Indo-Pacífico”, declarou Wu. Taiwan está em estado de alerta máximo para novas ações militares chinesas após o encontro entre Xi e Trump, realizado este mês, quando a questão taiwanesa foi discutida entre os dois líderes.
Contexto histórico de pressão militar
A China reivindica Taiwan como parte de seu território desde 1949, quando o governo nacionalista fugiu para a ilha após perder a guerra civil. O governo taiwanês, que se autogoverna democraticamente, rejeita as reivindicações de soberania de Pequim.
Forças armadas chinesas operam navios de guerra e aeronaves militares ao redor de Taiwan quase diariamente como parte de uma estratégia de pressão contínua sobre a ilha. No dia 24 de maio, guardas costeiros de Taiwan e da China enfrentaram um impasse nas Ilhas Pratas, no Mar do Sul da China, segundo a CNBC.
No dia 25 de maio, o chanceler chinês Wang Yi e o secretário de Estado americano Marco Rubio conversaram sobre a questão, com a China declarando Taiwan como o “maior risco” nas relações entre Pequim e Washington, segundo a Associated Press.
Monitoramento contínuo
Permanece em aberto o posicionamento oficial dos Estados Unidos e do Japão sobre a escalada militar na região. A frequência histórica de patrulhas chinesas em 2026 ainda não foi consolidada por fontes oficiais.
O governo de Taiwan continua monitorando os movimentos das forças chinesas. Não há indicação de conflito armado iminente na região.











