O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira (25) que a normalização das relações entre países árabes e Israel é uma pré-condição para um novo acordo nuclear com o Irã.
Em sua fala, Trump mencionou explicitamente Arábia Saudita, Catar e Paquistão como nações que precisam aderir aos Acordos de Abraão para participarem do pacto. Segundo a imprensa internacional, o presidente americano teria cobrado um total de seis países de maioria muçulmana, mas a lista completa não foi detalhada oficialmente.
A declaração ocorre em meio a novas rodadas de negociações entre Washington e Teerã, cujos detalhes são mantidos sob sigilo. Até o momento, não houve manifestação oficial dos governos de Arábia Saudita, Catar ou Paquistão sobre a exigência.
Acordos de Abraão e o histórico de normalização
Os Acordos de Abraão, firmados em 2020 durante o primeiro mandato de Trump, normalizaram as relações de Israel com Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Marrocos e Sudão. A Arábia Saudita, apesar de conversas diplomáticas, não aderiu ao bloco. O acordo nuclear original com o Irã (JCPOA), assinado em 2015, foi abandonado pelos EUA em 2018, e desde então novas bases de negociação vêm sendo discutidas.
A inclusão de países como Catar e Paquistão nas exigências atuais amplia o escopo geopolítico dos Acordos de Abraão e sinaliza o interesse da administração Trump em usar as negociações nucleares como alavanca para remodelar alianças no Oriente Médio.
Reações incertas e o futuro do acordo nuclear
Ainda não há respostas oficiais de Riad, Doha ou Islamabad. A incerteza inclui quais seriam os outros três países mencionados por Trump e se a condição seria formalizada em um documento diplomático. O presidente americano se limitou a dizer que as negociações com o Irã “estão avançando bem”, sem fornecer prazos ou detalhes adicionais.











