O relator da regulamentação da PEC que acaba com a escala 6×1, deputado Motta, articula acelerar a tramitação do projeto na Câmara, e a proposta deve encontrar ambiente favorável no Senado, onde lideranças não pretendem barrar o texto. A jornada de seis dias de trabalho por um de descanso está no centro de uma disputa entre centrais sindicais, que defendem a redução, e setores empresariais, que alertam para risco de recessão.
Segundo a Agência Senado, o embate divide parlamentares entre a defesa do descanso do trabalhador e o temor de aumento de custos e perda de competitividade para empresas. Defensores da mudança classificam a escala 6×1 como rígida e desgastante; críticos sustentam que a redução abrupta da jornada pressionaria a folha de pagamento de comércio e serviços.
Calendário eleitoral pressiona votação
Motta quer aprovar a regulamentação antes das eleições de outubro, conforme o deputado afirmou em entrevista publicada pelo PIRANOT em maio. A estratégia é encerrar a tramitação na Câmara ainda no primeiro semestre e enviar o texto ao Senado com tempo de votação antes do recesso eleitoral.
No Senado, a leitura predominante entre lideranças é de que não haverá obstrução ao projeto, avaliação registrada em análise da jornalista Tainá Falcão, da CNN Brasil. A expectativa do relator é levar o texto ao plenário da Câmara nas próximas semanas.
O que muda
A escala 6×1 prevê seis dias consecutivos de trabalho seguidos de um único dia de folga, modelo predominante no comércio, em serviços e na indústria de turnos. O fim do regime exigirá que empregadores reorganizem escalas, e a regulamentação em discussão definirá prazos de transição, regras setoriais e tratamento de jornadas em atividades essenciais.











