A um mês da abertura da Copa do Mundo de 2026, Nova York tornou-se palco de tensões entre o governo local e a FIFA, enquanto analistas questionam se o torneio gerará o impacto econômico bilionário prometido. A edição será a maior da história, com 16 cidades-sede e previsão de 6,5 milhões de torcedores, segundo a FIFA.
O MetLife Stadium, em Nova Jersey, será um dos principais palcos dos jogos. A cidade de Nova York, no entanto, enfrenta desafios logísticos e de segurança que vão além do roteiro turístico de bares no Brooklyn e vilas temáticas no Rockefeller Center.
A revista Newsweek classificou a Copa de 2026 como potencial “fracasso colossal”, apontando que o evento pode não entregar o retorno financeiro esperado. “A Copa do Mundo de 2026 poderá ser ‘fracasso colossal’, diz Newsweek”.
Tensões entre prefeitura e Fifa ameaçam logística do evento
As tensões entre o governo de Nova York e a FIFA, iniciadas a um mês da estreia, envolvem desde a segurança até a mobilidade urbana. A prefeitura tem resistido a algumas exigências da entidade para a realização das partidas.
Vijay Dandapani, presidente e CEO da Associação de Hotéis da Cidade de Nova York, afirmou que o setor hoteleiro ainda não viu o “boom” esperado, levantando questionamentos sobre o impacto econômico.
Impacto econômico bilionário é questionado por analistas
Embora previsões iniciais apontassem para a geração de bilhões de dólares em receita turística, análises recentes indicam que o torneio pode não alcançar essas metas. A última Copa, em 2022, gerou bilhões para a FIFA, mas o cenário em 2026 é diferente, com custos elevados para as cidades-sede e incertezas sobre o fluxo real de visitantes.
A discussão sobre o impacto econômico foi amplamente repercutida, com análises indicando que a Copa do Mundo de 2026 pode não gerar o impacto bilionário prometido. A FIFA havia previsto 6,5 milhões de torcedores, mas a concretização desse número depende de fatores como preços de passagens e acomodações.
Segurança e transporte público sob pressão em Manhattan
A logística de segurança é outro ponto crítico. Sistemas de reconhecimento facial e aplicativos de transporte serão testados ao limite para controlar o fluxo de milhões de pessoas. A cidade também precisará gerenciar o trânsito e o transporte público, que já enfrentam problemas crônicos.
Um guia turístico, que originalmente focava em atrações como bares clássicos do Brooklyn e vilas temáticas no Rockefeller Center, foi criticado por ignorar os possíveis transtornos para os moradores.
A edição de 2026 será a maior e mais longa da história, com jogos em 16 cidades nos EUA, México e Canadá. Nova York, como uma das sedes, terá que equilibrar o entusiasmo do torneio com a realidade de sua infraestrutura.











