sábado, 18 de julho de 2026
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Polícia

Fundação presidida por empresário preso por elo com PCC mantém contratos de R$ 141,5 milhões com governo

Adair Meira foi preso em maio de 2026 e a fundação que ele preside continuou recebendo repasses milionários do estado

· 4 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Adair Meira foi preso em Goiânia por suspeita de lavar R$ 30 milhões para o PCC.
  • A Fundação Pró-Cerrado, presidida por Meira, recebeu R$ 141,5 milhões do governo de Goiás.
  • Novos contratos foram assinados em 2025, mesmo após o início das investigações contra o empresário.
  • O ex-ministro Geddel Vieira Lima usou o caso para criticar a gestão de Ronaldo Caiado.

Uma fundação presidida por um empresário preso por suspeita de lavar dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC) mantém contratos de R$ 141,5 milhões com o governo de Goiás. Adair Meira, de 63 anos, foi detido em Goiânia em 8 de maio de 2026, mas os repasses estaduais à entidade continuaram, expondo falhas nos mecanismos de fiscalização de recursos públicos.

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A prisão de Meira ocorreu durante operação conjunta das polícias civis de São Paulo e Goiás, que cumpriram mandados de prisão temporária e busca e apreensão. As investigações apontam que o empresário ocultou mais de R$ 30 milhões para a facção criminosa, conforme dados da Polícia Civil de Goiás.

O caso ganhou repercussão política depois que o ex-ministro Geddel Vieira Lima usou o episódio para criticar a gestão estadual. “É inadmissível que uma entidade presidida por alguém preso por suspeita de lavagem de dinheiro para o PCC continue recebendo dinheiro público”, declarou Geddel, conforme registrado pelo site Soteropoles.

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Prisão do empresário e vínculos com o PCC

Adair Meira foi preso sob suspeita de integrar um esquema de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital. A operação foi deflagrada a partir de conversas interceptadas entre o empresário e membros da facção, segundo a Polícia Civil de Goiás.

De acordo com as investigações, Meira é suspeito de ocultar mais de R$ 30 milhões para a organização criminosa. A prisão revelou a fragilidade dos mecanismos de controle sobre entidades que recebem recursos públicos, já que o empresário preside a Fundação Pró-Cerrado.

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A entidade é responsável por contratos milionários com o governo estadual, firmados entre 2021 e 2025, período que coincide com a gestão do ex-governador Ronaldo Caiado (União Brasil). Os acordos foram celebrados para execução de programas sociais.

Contratos milionários com o governo de Goiás

A Fundação Pró-Cerrado mantém contratos de R$ 141,5 milhões com o governo de Goiás, conforme dados do Portal da Transparência do estado. Os vínculos foram assinados entre 2021 e 2025, durante a administração de Ronaldo Caiado.

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Documentos oficiais indicam que novos acordos foram firmados em 2025, mesmo após o início das investigações contra Meira. A continuidade dos repasses levanta questionamentos sobre a eficácia da fiscalização de entidades que contratam com o poder público.

segundo as fontes consultadas que a fundação recebeu R$ 141,5 milhões em recursos públicos. A Fundação Pró-Cerrado não se manifestou sobre os contratos até o fechamento desta edição.

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Fragilidades na fiscalização e impacto político

A manutenção dos contratos mesmo após a prisão do presidente da fundação expõe brechas no controle de organizações sociais que recebem verbas estaduais. Dados oficiais apontam que não houve suspensão imediata dos repasses, apesar das graves suspeitas criminais.

O caso gerou impacto político. Geddel Vieira Lima usou o episódio para provocar o pré-candidato ACM Neto, questionando a responsabilidade da gestão estadual na supervisão dos contratos. A declaração foi registrada pelo site Soteropoles.

Especialistas em gestão pública apontam que a falha na fiscalização não se limita a Goiás, mas reflete uma fragilidade nacional na supervisão de entidades que executam políticas públicas. A transparência nos convênios e a responsabilização dos gestores são medidas urgentes para evitar que recursos cheguem a organizações sob suspeita de envolvimento com o crime organizado.

Perguntas frequentes

Quem é Adair Meira e por que foi preso?

Adair Meira é um empresário de 63 anos, presidente da Fundação Pró-Cerrado. Foi preso em maio de 2026 sob suspeita de lavar dinheiro para o PCC, ocultando mais de R$ 30 milhões para a facção.

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Quanto a Fundação Pró-Cerrado recebeu do governo de Goiás?

A fundação recebeu R$ 141,5 milhões em contratos com o governo estadual, firmados entre 2021 e 2025, para execução de programas sociais, conforme o Portal da Transparência.

Os contratos foram suspensos após a prisão de Meira?

Não. Documentos indicam que novos acordos foram assinados em 2025, mesmo após o início das investigações, e não houve suspensão imediata dos repasses.


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