sábado, 18 de julho de 2026
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ESTADO

Menino autista de 4 anos é assassinado a pauladas no Dia das Mães; ex-vizinho confessa crime

Crime ocorreu no Dia das Mães em Frutal; suspeito invadiu casa, matou o cachorro da família e agrediu a vítima por desavença antiga com a mãe

· 5 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Criança autista de 4 anos foi morta a pauladas em casa no Dia das Mães
  • Suspeito invadiu residência, matou o cachorro e agrediu a vítima
  • Corpo foi abandonado em saco plástico a 150 metros do local
  • Ex-vizinho confessou vingança por desavenças sobre música alta
  • Moradores tentaram linchar o suspeito antes da prisão pela PM

Um menino autista de 4 anos foi assassinado a pauladas dentro da própria casa em Frutal, no Triângulo Mineiro, na manhã do Dia das Mães. O corpo de Brenner Antony foi encontrado pela Polícia Militar dentro de um saco plástico, abandonado a 150 metros da residência. O suspeito, Felipe Palhares Queiroz, de 23 anos, ex-vizinho da família, confessou o crime e foi preso horas depois.

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O ataque ocorreu por volta das 7h de domingo, 10 de maio, quando o invasor rendeu a mãe da criança, de 32 anos, e a amarrou antes de iniciar as agressões. Conforme a Polícia Militar de Minas Gerais, o cachorro da família foi morto a pauladas no quintal. Em seguida, o agressor se voltou contra o menino, que estava no sofá.

A violência extrema contra uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA) chocou a cidade de 60 mil habitantes e expôs a fragilidade de grupos vulneráveis em municípios do interior, onde as redes de proteção são escassas. O crime reacende o debate sobre a banalização da vida em conflitos cotidianos.

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Invasão e brutalidade no Dia das Mães

A Polícia Militar foi acionada após vizinhos ouvirem gritos e encontrarem a mãe ferida. De acordo com o boletim de ocorrência, o suspeito afirmou que “estava ali para matar geral”. A mulher ainda tentou negociar com o agressor, oferecendo transferências via Pix para poupar o filho, mas os apelos foram ignorados.

“Ele falou que estava ali para matar geral”, relatou a mãe à PM, conforme consta no registro oficial. Após matar o menino, Queiroz colocou o corpo em um saco de lixo e o abandonou nas proximidades. A mãe sofreu ferimentos leves ao tentar intervir.

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O suspeito foi localizado horas depois nas imediações do terminal rodoviário da cidade. A prisão em flagrante foi efetuada pela Polícia Militar, que o encaminhou ao sistema prisional após resistência inicial.

Motivação fútil e confissão do crime

A Polícia Civil de Minas Gerais confirmou que o assassinato teve motivação fútil. Em depoimento, Felipe Palhares Queiroz confessou que agiu por vingança contra a mãe da vítima, com quem já havia tido desentendimentos por causa de música alta. As investigações apontaram que o crime foi premeditado e executado sem a participação de terceiros.

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“Ele queria se vingar da mãe do menino por causa de brigas antigas relacionadas a som alto”, declarou o delegado responsável pelo caso, conforme divulgado pela corporação. O ex-vizinho agrediu a criança com pauladas na cabeça e depois a colocou no saco plástico.

A confissão revela a escalada de um conflito banal para a violência extrema. A Polícia Civil descartou qualquer outro motivo para o homicídio, classificando o ato como isolado, mas emblemático da banalização da vida em desavenças cotidianas.

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Revolta popular e prisão do suspeito

A indignação com o crime quase resultou em linchamento. Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, moradores cercaram o suspeito antes da chegada da polícia, refletindo a revolta da comunidade. A Polícia Militar conteve a multidão e efetuou a prisão em flagrante.

“A prisão foi efetuada em flagrante delito, e o autor foi conduzido à delegacia de plantão”, informou a corporação em nota. O caso expõe a vulnerabilidade de crianças com TEA em cidades do interior, onde políticas de proteção a vulneráveis são escassas.

Conforme dados oficiais, a vítima foi agredida com uma ripa de madeira e encontrada dentro de um saco plástico, o que intensificou a comoção local. O crime levanta questionamentos sobre a segurança de menores com deficiência e a necessidade de redes de apoio comunitárias.

Perguntas frequentes

O que motivou o assassinato do menino autista em Frutal?

Segundo a Polícia Civil, o crime foi motivado por vingança do ex-vizinho contra a mãe da vítima, devido a desentendimentos antigos por causa de música alta. O suspeito confessou que agiu sozinho e premeditou o ataque.

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Como a polícia prendeu o suspeito do crime em Frutal?

A Polícia Militar localizou Felipe Palhares Queiroz horas após o crime, nas imediações do terminal rodoviário da cidade. Moradores tentaram linchá-lo, mas a PM conteve a multidão e efetuou a prisão em flagrante.

Qual a situação da mãe da criança após o ataque?

A mãe, de 32 anos, foi rendida e amarrada pelo invasor, mas sofreu apenas ferimentos leves ao tentar intervir nas agressões contra o filho. Ela chegou a oferecer transferências via Pix para poupar a criança, sem sucesso.


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