Um menino autista de 4 anos foi assassinado a pauladas dentro da própria casa em Frutal, no Triângulo Mineiro, na manhã do Dia das Mães. O corpo de Brenner Antony foi encontrado pela Polícia Militar dentro de um saco plástico, abandonado a 150 metros da residência. O suspeito, Felipe Palhares Queiroz, de 23 anos, ex-vizinho da família, confessou o crime e foi preso horas depois.
O ataque ocorreu por volta das 7h de domingo, 10 de maio, quando o invasor rendeu a mãe da criança, de 32 anos, e a amarrou antes de iniciar as agressões. Conforme a Polícia Militar de Minas Gerais, o cachorro da família foi morto a pauladas no quintal. Em seguida, o agressor se voltou contra o menino, que estava no sofá.
A violência extrema contra uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA) chocou a cidade de 60 mil habitantes e expôs a fragilidade de grupos vulneráveis em municípios do interior, onde as redes de proteção são escassas. O crime reacende o debate sobre a banalização da vida em conflitos cotidianos.
Invasão e brutalidade no Dia das Mães
A Polícia Militar foi acionada após vizinhos ouvirem gritos e encontrarem a mãe ferida. De acordo com o boletim de ocorrência, o suspeito afirmou que “estava ali para matar geral”. A mulher ainda tentou negociar com o agressor, oferecendo transferências via Pix para poupar o filho, mas os apelos foram ignorados.
“Ele falou que estava ali para matar geral”, relatou a mãe à PM, conforme consta no registro oficial. Após matar o menino, Queiroz colocou o corpo em um saco de lixo e o abandonou nas proximidades. A mãe sofreu ferimentos leves ao tentar intervir.
O suspeito foi localizado horas depois nas imediações do terminal rodoviário da cidade. A prisão em flagrante foi efetuada pela Polícia Militar, que o encaminhou ao sistema prisional após resistência inicial.
Motivação fútil e confissão do crime
A Polícia Civil de Minas Gerais confirmou que o assassinato teve motivação fútil. Em depoimento, Felipe Palhares Queiroz confessou que agiu por vingança contra a mãe da vítima, com quem já havia tido desentendimentos por causa de música alta. As investigações apontaram que o crime foi premeditado e executado sem a participação de terceiros.
“Ele queria se vingar da mãe do menino por causa de brigas antigas relacionadas a som alto”, declarou o delegado responsável pelo caso, conforme divulgado pela corporação. O ex-vizinho agrediu a criança com pauladas na cabeça e depois a colocou no saco plástico.
A confissão revela a escalada de um conflito banal para a violência extrema. A Polícia Civil descartou qualquer outro motivo para o homicídio, classificando o ato como isolado, mas emblemático da banalização da vida em desavenças cotidianas.
Revolta popular e prisão do suspeito
A indignação com o crime quase resultou em linchamento. Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, moradores cercaram o suspeito antes da chegada da polícia, refletindo a revolta da comunidade. A Polícia Militar conteve a multidão e efetuou a prisão em flagrante.
“A prisão foi efetuada em flagrante delito, e o autor foi conduzido à delegacia de plantão”, informou a corporação em nota. O caso expõe a vulnerabilidade de crianças com TEA em cidades do interior, onde políticas de proteção a vulneráveis são escassas.
Conforme dados oficiais, a vítima foi agredida com uma ripa de madeira e encontrada dentro de um saco plástico, o que intensificou a comoção local. O crime levanta questionamentos sobre a segurança de menores com deficiência e a necessidade de redes de apoio comunitárias.
❓ Perguntas frequentes
O que motivou o assassinato do menino autista em Frutal?
Segundo a Polícia Civil, o crime foi motivado por vingança do ex-vizinho contra a mãe da vítima, devido a desentendimentos antigos por causa de música alta. O suspeito confessou que agiu sozinho e premeditou o ataque.
Como a polícia prendeu o suspeito do crime em Frutal?
A Polícia Militar localizou Felipe Palhares Queiroz horas após o crime, nas imediações do terminal rodoviário da cidade. Moradores tentaram linchá-lo, mas a PM conteve a multidão e efetuou a prisão em flagrante.
Qual a situação da mãe da criança após o ataque?
A mãe, de 32 anos, foi rendida e amarrada pelo invasor, mas sofreu apenas ferimentos leves ao tentar intervir nas agressões contra o filho. Ela chegou a oferecer transferências via Pix para poupar a criança, sem sucesso.
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