Um acidente doméstico ao fritar peixe tirou a vida do 1º tenente da Polícia Militar do Tocantins, Gedilson José de Lima Santos, de 45 anos. Após 35 dias internado em unidade de terapia intensiva (UTI) com queimaduras de segundo grau, o militar morreu no domingo, 3 de maio, em Anápolis, Goiás.
O caso ocorreu em Araguaína, norte do Tocantins, quando o oficial preparava uma refeição em casa. Ao retirar a panela do fogão, o óleo quente o atingiu, causando lesões graves que exigiram internação imediata.
A gravidade do quadro levou à transferência para uma UTI especializada em Anápolis, onde permaneceu por mais de um mês. A morte foi confirmada pela corporação, que prestou homenagens nas redes sociais.
A luta de 35 dias e a despedida da família
O tenente Gedilson desenvolveu falência múltipla de órgãos em decorrência das queimaduras. Ele deixa a esposa e familiares que acompanharam toda a internação.
“Vamos sofrer muito sem ele”, declarou a viúva. A família reside em Araguaína, mesma cidade onde ocorreu o acidente.
Colegas de farda destacaram a dedicação do oficial e o legado deixado na instituição. A Polícia Militar do Tocantins não divulgou nota oficial, mas a tropa se mobilizou em solidariedade aos parentes.
Óleo quente: um perigo subestimado nas cozinhas
O acidente com o tenente não é um caso isolado. Em julho de 2024, uma mulher morreu em São Paulo após sofrer queimaduras ao fritar um ovo. Um mês depois, um bebê de um ano faleceu em Goiás ao puxar uma panela de óleo quente.
Em 2025, uma coxinha explodiu ao ser retirada da panela em Ponta Grossa (PR), ferindo uma mulher. O fator comum nesses episódios é a reação explosiva entre água e óleo superaquecido.
Ao atingir altas temperaturas, o óleo pode inflamar-se; jogar água para apagar o fogo provoca uma explosão de vapor, espalhando o líquido incandescente. O Corpo de Bombeiros do Paraná orienta jamais usar água nessa situação.
Como prevenir acidentes com óleo na cozinha
Para evitar tragédias, as recomendações básicas incluem manter crianças afastadas do fogão, usar panelas estáveis e nunca deixar o óleo aquecendo sem supervisão. Em caso de fogo em panela, a orientação é desligar o fogo e abafar com uma tampa ou pano úmido — nunca mover a panela ou jogar água.
A ausência de protocolos específicos de segurança para a corporação reforça a vulnerabilidade até mesmo entre profissionais treinados para emergências. O caso do tenente Gedilson expõe como um descuido cotidiano pode ter consequências fatais.











