sábado, 18 de julho de 2026
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Gigante anglo-holandesa mais que dobra lucro ajustado no 1º trimestre, mas reduz recompra de ações e alerta para queda na produção global devido a tensões no Oriente Médio

Lucro recorde da Shell dobra para US$ 6,9 bi, mas produção global encolhe

Gigante anglo-holandesa mais que dobra lucro ajustado no 1º trimestre, mas reduz recompra de ações e alerta para queda na produção global devido a tensões no Oriente Médio

· 3 min de leitura · Atualizado em 08.05.2026 · NEXUS A.I. do PIRANOT - Editoria de Loterias

Pontos-chave

  • Lucro ajustado de US$ 6,915 bilhões supera projeção de US$ 6,36 bilhões.
  • Produção de gás integrado deve cair de 909 mil para até 580 mil boe/d.
  • Recompra de ações é reduzida de US$ 3,5 bi para US$ 3 bi.
  • Dividendos sobem 5%, mas ação recua após balanço.

A Shell encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro ajustado de US$ 6,915 bilhões, mais que o dobro do registrado no trimestre anterior e acima das projeções do mercado. O resultado, impulsionado pelos preços elevados do petróleo, veio acompanhado de um alerta: a produção global da empresa deve cair nos próximos meses, pressionada por conflitos no Oriente Médio.

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O balanço recorde reflete um cenário de commodity valorizada, mas a petrolífera anglo-holandesa já sinaliza cautela. A companhia reduziu seu programa de recompra de ações de US$ 3,5 bilhões para US$ 3 bilhões, movimento que indica menor visibilidade sobre a geração de caixa futura.

Para o consumidor brasileiro, o recado é claro: a gasolina e o diesel devem seguir caros. A Petrobras, que adota política de paridade de importação, tende a repassar a pressão dos preços internacionais, adiando qualquer alívio nas bombas.

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Queda na produção acende alerta para oferta global

A previsão de queda na produção do segundo trimestre é atribuída a uma combinação de fatores operacionais e geopolíticos. O segmento de gás integrado deve recuar para uma faixa entre 580 mil e 640 mil barris de óleo equivalente por dia (boe/d), bem abaixo dos 909 mil boe/d registrados no primeiro trimestre, conforme comunicado oficial da Shell.

O conflito no Oriente Médio é apontado como o principal vetor de interrupção nas operações de liquefação e transporte de gás natural. Além disso, manutenções programadas em plataformas e o declínio natural de campos maduros pressionam os volumes de extração.

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A produção total de upstream, que inclui petróleo e gás, deve cair para um intervalo de 1,62 milhão a 1,82 milhão de boe/d, ante 1,84 milhão de boe/d no trimestre anterior, conforme dados da própria companhia. A Shell não detalhou a duração das interrupções, mas sinalizou que o cenário de oferta restrita deve persistir ao longo do trimestre.

Recompra menor e dividendo maior: o recado ao acionista

A redução no programa de recompra de ações, de US$ 3,5 bilhões para US$ 3 bilhões, reflete um cenário de menor visibilidade sobre a geração de caixa futura, conforme comunicado oficial da empresa. O novo plano, com duração prevista de aproximadamente três meses, contrasta com a confiança no curto prazo demonstrada pelo aumento de 5% nos dividendos.

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O lucro ajustado de US$ 6,915 bilhões, que superou a expectativa de US$ 6,36 bilhões apurada pela Vara Research, deu lastro à distribuição. Apesar do resultado recorde, os papéis da empresa recuaram, precificando os riscos estruturais à frente.

Impacto direto no bolso do brasileiro

A cotação elevada do barril de petróleo é um dos principais vetores de preços da gasolina e do diesel no Brasil. Como a Petrobras segue política de paridade de importação, alinhada ao mercado internacional, as oscilações globais são repassadas ao consumidor.

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A previsão de queda na produção da Shell, atribuída a tensões no Oriente Médio, pode agravar esse cenário. Com menos oferta global, a tendência é de manutenção de preços elevados, adiando qualquer alívio no custo de transporte e na inflação.

A redução no programa de recompra de ações da gigante anglo-holandesa indica cautela com a demanda futura — um sinal de que o consumidor brasileiro deve continuar sentindo o peso do petróleo caro por mais tempo. Enquanto isso, a Petrobras monitora o mercado internacional, mas ainda não sinalizou mudanças em sua política de preços.


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