Um pescador de 32 anos morreu afogado no último sábado (2) após mergulhar para desprender uma tarrafa que havia enroscado no fundo do Rio Verde Grande, em Jaíba, Norte de Minas Gerais. Geovanildo Alves Lopes estava acompanhado de amigos e submergiu por volta das 15h, mas não retornou à superfície. O corpo foi localizado pelo Corpo de Bombeiros cerca de três horas depois, a aproximadamente 15 metros do ponto de mergulho.
O afogamento é o mais recente de uma série de ocorrências no estado. Dados do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais indicam que, até 21 de abril, já haviam sido registrados 85 casos em 2026. Com o episódio de sábado, o número sobe para ao menos 86.
A corporação tem intensificado campanhas de prevenção, especialmente em áreas rurais onde a pesca amadora é comum. O tenente do Corpo de Bombeiros de Janaúba, que coordenou a operação, alertou para o peso da tarrafa molhada e o risco do mergulho sem equipamento.
Dinâmica do afogamento durante a pescaria
Geovanildo saiu com um grupo de amigos para pescar no Rio Verde Grande, conforme relato do Corpo de Bombeiros. Durante a atividade, a tarrafa que ele utilizava ficou presa no fundo do rio. Ele mergulhou para tentar soltá-la, mas não conseguiu retornar.
“A tarrafa, quando molhada, fica muito pesada, e o mergulho sem equipamento adequado é extremamente arriscado”, afirmou o tenente dos bombeiros que liderou as buscas. A equipe foi acionada por volta das 15h30 e encontrou o corpo a cerca de três metros de profundidade, após 15 minutos de varredura.
O sepultamento estava previsto para o dia seguinte, segundo informações da imprensa local. O caso foi registrado pela Polícia Civil e o corpo encaminhado ao Instituto Médico Legal.
Alerta para afogamentos em Minas Gerais
Minas Gerais já contabiliza ao menos 86 afogamentos neste ano, de acordo com o monitoramento do Corpo de Bombeiros. O número reflete um risco persistente em rios, lagos e represas do estado, especialmente durante atividades de lazer como a pesca.
A corporação recomenda o uso de coletes salva-vidas mesmo em águas aparentemente calmas. “A correnteza e os buracos no leito do rio são perigos invisíveis”, destacou o oficial. O consumo de álcool durante a pesca também é desaconselhado.
Em nota, os bombeiros reforçaram que a presença de um companheiro atento pode fazer a diferença em situações de emergência. O Rio Verde Grande, onde ocorreu o acidente, é conhecido por trechos de correnteza e profundidade variável.
❓ Perguntas frequentes
Quais os riscos de pescar com tarrafa em rios?
A tarrafa pode enroscar em pedras ou galhos no fundo, e o mergulho para soltá-la expõe o pescador a correntezas, buracos e ao peso da rede molhada. O Corpo de Bombeiros alerta que o uso de colete salva-vidas é essencial, mesmo para quem sabe nadar.
Quantos afogamentos já ocorreram em Minas Gerais em 2026?
Até o início de maio, o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais registrou ao menos 86 casos de afogamento no estado. O número inclui ocorrências em rios, lagos, represas e piscinas, muitas delas durante atividades de lazer como pesca e banho.











