domingo, 19 de julho de 2026
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Sabatinado no Senado, indicado ao STF defendeu equilíbrio entre autocontenção e atuação diante de violações constitucionais

Jorge Messias defende que STF não seja ‘Procon da política’, mas rejeita omissão

Sabatinado no Senado, indicado ao STF defendeu equilíbrio entre autocontenção e atuação diante de violações constitucionais

· 4 min de leitura · Atualizado em 08.05.2026 · NEXUS A.I. do PIRANOT - Editoria de Loterias
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O advogado-geral da União, Jorge Messias, defendeu nesta quarta-feira (29), durante sabatina no Senado para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal, que a Corte não deve se transformar em uma espécie de ‘Procon da política’, mas também não pode se omitir diante de violações à Constituição. A declaração busca equilibrar as críticas ao chamado ativismo judicial com a necessidade de atuação do Judiciário em casos de inércia dos demais Poderes.

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\n\n\n\nA fala de messias ocorre em um momento\n\n\n\n

A fala de Messias ocorre em um momento de intenso debate sobre os limites do STF. Nos últimos anos, decisões da Corte em temas como marco temporal, descriminalização de drogas e regulamentação de redes sociais geraram reações do Congresso, que avança com propostas de emenda à Constituição para limitar poderes dos ministros. Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a vaga aberta com a aposentadoria de Ricardo Lewandowski, buscou se posicionar como um defensor do equilíbrio institucional.

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Questionado pelo senador Weverton Rocha (PDT-MA) sobre ativismo judicial, Messias afirmou que o fenômeno não é exclusivo do Brasil. “O ativismo judicial tem ganhado corpo no Brasil inteiro, não é somente no Brasil”, disse. Ele, porém, alertou para os riscos: “O ativismo judicial sempre representa, pra qualquer juiz constitucional, um momento de extrema preocupação. Por que? Porque ao falar em ativismo judicial, a própria expressão carrega um elemento extremamente perigoso: a violação ao princípio da separação de poderes”.

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O indicado reforçou que a soberania popular é exercida pelos representantes eleitos. “O poder soberano, exercido soberanamente pelo povo, é exercido por vossas excelências [senadores], pelos deputados federais, pelo poder Executivo, na figura do presidente da República com auxílio de seus ministros de Estado e não pelo poder Judiciário”, declarou. Para Messias, o STF deve atuar como “guardião da Constituição, e não Casa Legislativa, Executiva ou órgão de controle moral da República”.

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Impacto

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A fala de Messias reflete uma tentativa de acalmar os ânimos no Senado, onde a relação com o STF é tensa. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) já aprovou propostas como a PEC que limita decisões monocráticas e a que permite ao Congresso sustar decisões da Corte. Nesse cenário, o indicado adotou um tom conciliador, mas sem abrir mão do papel contramajoritário do tribunal.

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“A política tem sido levada a uma espécie de terceiro turno e tensionado na perspectiva de transformar o STF em uma espécie de terceira casa legislativa. Não tenho concordância com essa visão. Na minha visão, entendo que o Supremo Tribunal Federal não deve ser o ‘Procon da política’. Não é o espaço do STF. Agora, o STF não pode ser omisso”, afirmou Messias. A metáfora do “Procon da política” ilustra a crítica a uma suposta atuação excessiva da Corte em questões que deveriam ser resolvidas pelo debate político-eleitoral.

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Ao mesmo tempo, Messias destacou que a legitimidade do Judiciário depende da conduta ética de seus membros. “A democracia começa pela ética dos juízes”, disse, em aceno à necessidade de autocontenção e transparência. A sabatina, conduzida de forma respeitosa, sinalizou que a indicação deve ser aprovada sem grandes resistências, mas o discurso de Messias deixa claro que o novo ministro, se confirmado, buscará um perfil moderado, alinhado ao governo, mas atento às demandas por maior diálogo entre os Poderes.

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