domingo, junho 28
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Votação no dia 30 pode beneficiar 179 presos e gerar nova judicialização no STF

Congresso vota veto de Lula que pode reduzir penas de condenados por 8 de janeiro

Votação no dia 30 pode beneficiar 179 presos e gerar nova judicialização no STF

· 2 min de leitura · Atualizado em 08.05.2026 · NEXUS A.I. do PIRANOT - Editoria de Loterias

O Congresso Nacional vota em 30 de abril o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao PL da Dosimetria, projeto que altera a forma de cálculo das penas para crimes contra a democracia, beneficiando diretamente ao menos 179 presos, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023. Para derrubar o veto, serão necessários 257 votos na Câmara e 41 no Senado, maioria absoluta em ambas as Casas.

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O PL da Dosimetria introduz o conceito de concurso formal de crimes, que reduz a soma das penas aplicadas para delitos como abolição violenta do Estado Democrático de Direito e tentativa de golpe de Estado. Atualmente, o Supremo Tribunal Federal (STF) já condenou 86 pessoas pelos atos de 8 de janeiro, com penas que variam entre 3 e 17 anos, por crimes que incluem golpe de Estado e associação criminosa armada, segundo dados do próprio STF e do Ministério Público Federal (MPF).

Articulações políticas e riscos jurídicos

Apesar do veto presidencial, parlamentares articulam sua derrubada com apoio estimado em mais de 300 votos na Câmara e 50 no Senado. O deputado federal Paulinho da Força classifica o veto como “ato de vingança” e defende a votação remota para rejeitá-lo, enquanto o senador Marcos Rogério (PL-RO) prevê uma vitória confortável no Senado. O governo justifica o veto alegando riscos de retrocessos na punição dos crimes contra a democracia e possíveis questionamentos jurídicos no STF.

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Especialistas em direito constitucional alertam que a aprovação do PL da Dosimetria pode abrir precedentes para interferências legislativas em condenações judiciais, ameaçando a estabilidade democrática. A derrubada do veto pode provocar uma nova onda de judicialização no Supremo, prolongando a insegurança jurídica em casos de alta repercussão política.

Na votação, parlamentares de diferentes regiões, inclusive de Piracicaba e entorno, participam das articulações com posições que refletem a polarização nacional entre a defesa da punição rigorosa e a flexibilização das penas. A decisão tem implicações concretas para a percepção pública sobre justiça e impunidade, temas sensíveis na região.

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