sábado, junho 27
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Economia

Chefe de gabinete de Milei renuncia após escândalo de ocultação de US$ 500 mil

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Governo argentino ainda não publicou ato que delimite a função deixada por Manuel Adorni.
  • Ex-porta-voz atribuiu parte da alta patrimonial a ganhos com criptoativos.
  • Documentos disponíveis não indicam condenação, denúncia formal ou decisão judicial.
  • Caso envolve suspeitas de enriquecimento ilícito e ocultação de patrimônio.
  • Adorni era uma das vozes públicas mais visíveis do governo Javier Milei.

Manuel Adorni, chefe de gabinete do presidente argentino Javier Milei, anunciou sua renúncia neste sábado (27), em meio a investigações sobre enriquecimento ilícito e ocultação de patrimônio. Em carta divulgada na rede social X, Adorni afirmou que a decisão foi tomada apesar da vontade do presidente.

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“Pela primeira vez desde 10 de dezembro de 2023, vou contra a sua vontade”, escreveu Adorni, encerrando a mensagem com a afirmação de que deixa o cargo com “consciência tranquila” e em paz. Considerado um dos principais aliados de Milei, ele foi escolhido como porta-voz do governo logo no início da gestão e se tornou uma das figuras mais visíveis da administração argentina.

O escândalo ganhou proporção após Adorni admitir, em 17 de junho, ter ocultado US$ 500 mil (cerca de R$ 2,6 milhões) do fisco argentino. Na ocasião, atribuiu o aumento patrimonial a ganhos com criptoativos, com retorno alegado de 150%. As suspeitas de enriquecimento ilícito e ocultação de patrimônio ainda não resultaram em condenação ou decisão judicial final.

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Primeiro abalo no núcleo duro de Milei

A saída de Adorni representa o primeiro abalo significativo no círculo mais próximo do presidente argentino. Ele ganhou projeção como voz pública do governo e chegou a aparecer, em 25 de maio, ao lado de Karina Milei, irmã do presidente, durante celebração em Buenos Aires — sinal da proximidade com o núcleo íntimo do poder.

O caso também afetou a popularidade de Milei, que enfrenta agora pressão por esclarecimentos sobre o patrimônio de integrantes próximos ao seu governo. A crise chega em momento de alta exposição da administração argentina, pouco mais de dois anos após a posse.

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O que se sabe e o que falta definir

A informação confirmada é que Adorni deixa uma função no núcleo presidencial. O governo argentino ainda não publicou ato oficial que especifique se ele deixou o cargo de chefe de gabinete, apenas a função de porta-voz, ou se permanecerá em outra posição no Executivo. Essa definição é decisiva para medir o peso político da crise: se a saída se restringir à porta-voz, o impacto é menor; se abranger o gabinete, abre espaço para uma reorganização mais ampla na estrutura presidencial.

Para o Brasil, a estabilidade política da Argentina — principal vizinho, parceiro comercial relevante e ator central do Mercosul — é acompanhada de perto por setores ligados a comércio exterior, indústria e agronegócio. O próximo passo é a publicação de um comunicado oficial que delimite o alcance da renúncia e indique se haverá substituto imediato para a função.


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