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Julgamento sobre a morte de Maradona é retomado; entenda

· 3 min de leitura · Atualizado em 08.05.2026 · Por Fernanda Maestro

Começou nesta terça-feira (14) o novo julgamento sobre a morte de Diego Maradona, astro do futebol argentino que faleceu aos 60 anos, em decorrência de insuficiência cardíaca. Sete profissionais da equipe médica são acusados de negligência nos cuidados.

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O julgamento inicial, previsto para maio de 2025, foi interrompido após alegações de que um dos juízes permitiu filmagens não autorizadas dentro do tribunal para um documentário. Os réus negam as acusações.

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Acusações e Implicações Legais

Os sete acusados, incluindo o médico principal de Maradona, Leopoldo Luque, e a psiquiatra Agustina Cosachov, enfrentarão acusações de homicídio com possível dolo. Se condenados, podem pegar entre oito e 25 anos de prisão. A ex-enfermeira de Maradona, Dahiana Gisela Madrid, será julgada separadamente.

A investigação classificou o caso como homicídio culposo, equivalente ao homicídio involuntário, argumentando que os acusados tinham ciência da gravidade do estado de saúde de Maradona, mas não tomaram as medidas necessárias para salvá-lo. A autópsia preliminar confirmou que a insuficiência cardíaca causou edema pulmonar agudo, condição caracterizada pelo acúmulo de líquido nos pulmões.

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Um painel de especialistas médicos, a pedido dos promotores, investigou a equipe médica de Maradona e concluiu que o tratamento recebido em sua casa foi “deficiente e imprudente”. O relatório apontou que o jogador teria tido uma chance maior de sobrevivência com tratamento adequado em uma instalação médica apropriada.

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Testemunhos e Expectativas

Cerca de 100 pessoas devem testemunhar perante o novo grupo de juízes em um tribunal em San Isidro, incluindo as filhas de Maradona. A previsão é que o julgamento se estenda até julho.

Maradona estava se recuperando em sua casa em Tigre, na província de Buenos Aires, após uma cirurgia bem-sucedida para remover um coágulo de sangue no cérebro no início daquele mês. Sua morte, em 25 de novembro de 2020, levou o então presidente da Argentina, Alberto Fernández, a declarar três dias de luto nacional. “Obrigado por ter existido, Diego. Vamos sentir sua falta por toda a vida”, disse o presidente na época.

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Maradona iniciou sua carreira no Argentinos Juniors e representou a Argentina em quatro Copas do Mundo, marcando 34 gols, incluindo o famoso gol de “La Mano de Dios” contra a Inglaterra em 1986. Durante a segunda metade de sua carreira, lutou contra o vício em cocaína, sendo suspenso por 15 meses após testar positivo para a droga em 1991. Ele se aposentou do futebol profissional em 1997, no dia de seu 37º aniversário, durante sua segunda passagem pelo Boca Juniors.

Maradona foi nomeado técnico da seleção nacional em 2008 e deixou o cargo após a Copa do Mundo de 2010, onde sua equipe foi derrotada pela Alemanha nas quartas de final. Posteriormente, treinou equipes nos Emirados Árabes Unidos e no México, e estava no comando do clube argentino Gimnasia y Esgrima no momento de sua morte.

 

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