O PT de Minas Gerais confirmou Patrus Ananias para disputar o governo estadual e Marília Campos para concorrer ao Senado, mas deixou sem definição o nome para a vice-governadoria.
A decisão partidária resolve quem encabeça as duas disputas majoritárias pelo partido em Minas Gerais e mantém aberta a negociação da coligação. A confirmação ocorreu nesta segunda-feira (27).
A convenção estadual online homologou apenas parte da chapa majoritária. O PT informou que segue em diálogo com Rede, Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e Partido Socialista Brasileiro (PSB) para fechar uma coligação ampla de esquerda e escolher o nome da vice.
Antes da convenção, Patrus Ananias já havia sido confirmado como pré-candidato ao governo de Minas. Em 27 de julho de 2026, a definição da vaga de vice foi empurrada para agosto.
Chapa petista sai da convenção ainda incompleta
A homologação ocorre dentro do calendário de convenções partidárias para as eleições de outubro de 2026.
Minas Gerais é um dos principais colégios eleitorais do país. Por isso, a definição das chapas majoritárias no estado tem peso para a disputa nacional.
Na convenção estadual de 27 de julho de 2026, segunda-feira, o PT homologou os nomes de Patrus Ananias e Marília Campos. A decisão partidária, porém, não equivale ao registro final das candidaturas na Justiça Eleitoral.
Vaga de vice concentra negociação com aliados
O PT informou que segue conversando com Rede, PSOL e PSB para fechar a coligação em Minas Gerais. Esse ponto mantém indefinido o papel que outras siglas de esquerda terão na chapa majoritária.
O nome da vice-governadoria é o principal ponto pendente. A definição não foi incluída na homologação online que confirmou Patrus Ananias para o governo estadual e Marília Campos para o Senado.
A negociação também passa pela disputa ao Senado. O PSOL confirmou a candidatura de Áurea Carolina ao Senado em Minas Gerais, o que cria um impasse de espaço com a postulação de Marília Campos pelo PT.
Registro na Justiça Eleitoral ainda será etapa decisiva
O próximo passo é concluir a negociação da coligação e indicar o nome para vice-governador. Depois dessa etapa, a chapa poderá ser apresentada de forma completa ao rito eleitoral.
As candidaturas homologadas pelo partido ainda dependem dos procedimentos formais de registro e análise pela Justiça Eleitoral. Até lá, a definição do PT tem força política interna, mas não encerra o rito jurídico-eleitoral da disputa.
No campo adversário, o PL oficializou a candidatura de Domingos Sávio ao Senado por Minas Gerais no mesmo dia e deixou a vaga ao governo estadual em aberto enquanto aguarda a definição do senador Cleitinho (Republicanos). A montagem das chapas deve avançar agora na escolha das vices e no registro formal das candidaturas.












