terça-feira, 21 de julho de 2026
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Eleições

PDT oficializa apoio à reeleição de Lula e mira eleger três governadores

· 4 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Aprovação unânime na convenção em Brasília contou com a presença do presidente Lula.
  • Presidente do PDT, Carlos Lupi, classificou o apoio como "reencontro com a nossa história".
  • Lula agradeceu a lealdade e disse que, se depender dele, vencerá no primeiro turno.
  • Ex-governador Ciro Gomes, rival do PT em 2018 e 2022, não compareceu à convenção.
  • PDT mira eleger governadores no Ceará, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

O Partido Democrático Trabalhista (PDT) aprovou por unanimidade, em convenção nacional realizada nesta segunda-feira (20), o apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição. A decisão foi anunciada na sede da legenda, em Brasília, com a presença de Lula, e marca o primeiro apoio partidário formal à campanha do petista para as eleições de outubro.

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A oficialização antecipada coloca o PDT como o primeiro partido da base aliada a selar a aliança nacional, sinalizando uma reorganização do campo governista e acirrando a disputa por espaço no futuro plano de governo. O gesto também pressiona acordos regionais em estados onde as duas legendas têm histórico de embates, como Ceará, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

Durante o evento, o presidente do PDT, Carlos Lupi, classificou o apoio como “um ato de reencontro com a nossa história, de restabelecer nosso caminho”. Lula agradeceu a “lealdade” pedetista e afirmou que, se depender dele, a eleição será decidida já no primeiro turno. A votação simbólica não registrou votos contrários, segundo a direção partidária.

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Reaproximação após anos de distanciamento

A aliança formal encerra um ciclo de tensões entre PDT e PT, que se acirraram nas eleições de 2018 e 2022, quando o ex-governador Ciro Gomes foi o candidato presidencial da legenda e rivalizou diretamente com o petismo. A convenção desta segunda-feira, no entanto, não contou com a presença de Ciro Gomes, e a direção do PDT não detalhou como pretende contornar resistências internas em seções estaduais que ainda veem com desconfiança a aproximação com o PT.

Apesar da ausência do ex-candidato, o partido projeta um papel de destaque na campanha de Lula. Durante o encontro, dirigentes afirmaram que a meta é eleger ao menos três governadores em 2026, ampliando a capilaridade da sigla nos estados. O movimento se soma a outros gestos de aproximação de partidos de centro com o governo, como o apoio do diretório do Republicanos em Pernambuco a Lula, revelado pelo PIRANOT em 10 de julho.

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Pressão sobre palanques estaduais

O apoio nacional não elimina as disputas locais. No Ceará, PDT e PT têm histórico de confronto direto, e a aliança no plano federal pode exigir negociações delicadas para evitar rachas nos palanques regionais. No Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul, as duas siglas também competem por espaços de poder, e a formalização do apoio nacional pressiona os diretórios estaduais a encontrarem acomodações antes do registro das candidaturas.

A direção nacional do PDT não apresentou, durante a convenção, um plano detalhado para pacificar essas seções. A expectativa é que as conversas avancem nas próximas semanas, à medida que os partidos realizem suas convenções estaduais e definam as chapas proporcionais e majoritárias.

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Próximos passos e o calendário eleitoral

A decisão do PDT ocorre no primeiro dia do período de convenções partidárias, que se estende até 5 de agosto. A antecipação pode acelerar o anúncio de outros partidos da base, como PSB e PCdoB, que já sinalizaram apoio à reeleição de Lula, mas ainda não formalizaram a aliança em convenção.

O presidente Lula, ao discursar, reforçou o discurso de unidade e disse que a prioridade é “reconstruir o Brasil” em um eventual segundo mandato. A campanha agora se volta para a montagem dos palanques estaduais, etapa que testará a solidez da aliança entre PDT e PT nos estados onde a convivência é historicamente difícil.

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