Enchentes repentinas provocadas por chuvas de monção matam pelo menos 23 pessoas nesta terça-feira (21) na província de Nuristan, no leste do Afeganistão, e deixam cerca de 100 desaparecidos.
A dimensão do desastre ainda depende das buscas em uma região montanhosa, na fronteira com o Paquistão. A Autoridade Nacional de Gestão de Desastres do Afeganistão mobilizou operações de resgate, enquanto equipes tentam localizar sobreviventes em áreas de difícil acesso terrestre.
O balanço central divulgado pela autoridade afegã registra 23 mortos e cerca de 100 desaparecidos, dado também reportado pela imprensa internacional. A contagem não representa um número final, porque as operações de busca continuam e há pessoas sem localização confirmada.
Nas primeiras horas do desastre, relatos internacionais registraram variações no acompanhamento dos números, como ocorre em áreas isoladas após enxurradas. A referência operacional permanece o balanço atribuído à Autoridade Nacional de Gestão de Desastres do Afeganistão: ao menos 23 mortos e cerca de 100 desaparecidos em Nuristan.
Nuristan combina vales montanhosos e acesso difícil
As chuvas torrenciais começaram na segunda-feira (20), segundo a linha do tempo do desastre. Na terça-feira (21), autoridades divulgaram o balanço de mortos e iniciaram as operações de busca por sobreviventes na província afetada.
Nuristan fica no leste do Afeganistão e faz fronteira com o Paquistão. O relevo acidentado dificulta o deslocamento terrestre de equipes de resgate, o que pesa no tempo de resposta após enchentes repentinas em vales montanhosos.
O Afeganistão tem histórico recorrente de vulnerabilidade a eventos climáticos extremos. O derretimento de neve e chuvas torrenciais frequentemente provocam enxurradas severas em regiões de vale, segundo o contexto reunido por autoridades e relatos de acompanhamento do desastre.
A tragédia ocorre em um país que também enfrenta pressão humanitária e limitações institucionais. Em maio, o PIRANOT mostrou que a ONU registrou 372 civis mortos em três meses no conflito entre Paquistão e Afeganistão, na mesma faixa regional de instabilidade.
Buscas seguem sem balanço final de danos
O encaminhamento confirmado é a continuidade das buscas por sobreviventes em Nuristan. A Autoridade Nacional de Gestão de Desastres do Afeganistão conduz a resposta ao desastre em meio a obstáculos logísticos e de infraestrutura sob o atual regime do país.
A extensão total dos danos à infraestrutura de transporte na província ainda não foi divulgada pela autoridade afegã. Também não há publicação oficial, até o balanço informado nesta terça-feira (21), sobre plano de reconstrução de pontes destruídas ou volume de recursos destinados à assistência emergencial das famílias afetadas.
Relatos publicados pela imprensa internacional e pelo acompanhamento internacional do desastre mantêm o foco na busca por mais de 100 pessoas desaparecidas. O próximo balanço oficial deve indicar se o número de vítimas aumenta e quais áreas permanecem isoladas.











