terça-feira, 21 de julho de 2026
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Economia

TCU pede reajuste de 40% em gratificações após liberar supersalários

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • O reajuste atinge 913 cargos de chefia, direção e assessoramento no tribunal.
  • A maior gratificação passará de R$ 8.987,39 para R$ 12.132,98 mensais.
  • No mesmo dia, o TCU liberou o pagamento dessas verbas acima do teto constitucional de R$ 46,3 mil.
  • O impacto fiscal anual estimado é de R$ 27,7 milhões, e não de R$ 27,7 bilhões como divulgado inicialmente.
  • O tribunal alega que as exigências institucionais crescentes justificam o aumento.

O Tribunal de Contas da União (TCU) enviou ao Congresso Nacional um projeto de lei que reajusta em até 40% as gratificações pagas a servidores em funções de chefia, direção e assessoramento. A proposta alcança 913 cargos e prevê impacto anual de R$ 27,7 milhões — e não de R$ 27,7 bilhões.

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O movimento amplia a pressão sobre o debate dos supersalários no funcionalismo porque ocorre depois de o próprio TCU aprovar a retirada dessas gratificações do cálculo do abate-teto. Esse mecanismo limita a remuneração no serviço público ao subsídio de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Sem a trava, servidores do tribunal, da Câmara e do Senado podem receber valores acima do teto constitucional.

O que muda nas gratificações

O projeto, assinado pelo presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo, eleva a maior gratificação mensal de R$ 8.987,39 para R$ 12.132,98. A menor passa de R$ 1.554,42 para R$ 2.176,19. Os pagamentos atingem cargos de confiança usados em funções de chefia, direção e assessoramento dentro do tribunal.

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Na justificativa enviada ao Legislativo, o TCU afirma que o reajuste responde às “progressivas exigências institucionais impostas ao exercício do controle externo da administração pública federal” e à necessidade de maior especialização dos postos de confiança. O tribunal sustenta que as funções exigem qualificação técnica compatível com a fiscalização de gastos e políticas públicas federais.

Medida reacende disputa sobre penduricalhos

A proposta chega ao Congresso em meio a uma disputa mais ampla sobre o controle de despesas com pessoal. O teto constitucional foi criado para impedir remunerações acima do limite do funcionalismo, mas gratificações, verbas indenizatórias e outras parcelas acessórias costumam alimentar a controvérsia sobre os chamados penduricalhos.

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No caso do TCU, a tensão é maior porque o órgão atua como responsável pelo controle externo da administração pública federal. Ao mesmo tempo em que fiscaliza contas, contratos e políticas do Executivo, o tribunal pede ao Legislativo autorização para ampliar gastos com seus próprios cargos comissionados.

O impacto fiscal informado para a proposta é anual e começa a pesar a partir de 2027, se o texto for aprovado. A cifra correta, de R$ 27,7 milhões, muda a escala do debate: continua sendo uma despesa adicional permanente, mas está distante da casa dos bilhões que chegou a circular em versões iniciais da notícia.

Congresso decide se aumento entra em vigor

Como se trata de projeto de lei, o reajuste ainda depende de tramitação no Congresso Nacional. A proposta precisa passar pelo Legislativo e, depois, seguir para sanção para produzir efeitos. Se aprovada, a mudança elevará as gratificações dos cargos atingidos e consolidará a combinação de dois movimentos recentes: aumento dos valores pagos e exclusão dessas parcelas do abate-teto.


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