A BlackRock registrou lucro líquido de US$ 1,9 bilhão no segundo trimestre de 2026, alta de 20% em relação ao mesmo período do ano anterior, e encerrou o período com ativos sob gestão recordes de US$ 15,3 trilhões, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira (15).
O resultado superou as projeções de analistas consultados pela FactSet, que esperavam lucro por ação ajustado de US$ 12,70. O indicador ficou em US$ 13,91, impulsionado pelo crescimento das taxas de administração e pela expansão da receita com tecnologia e assinaturas.
A receita total somou US$ 7,084 bilhões, alta de 31% na comparação anual, também acima da estimativa de US$ 6,727 bilhões. A valorização dos mercados acionários no trimestre — o S&P 500 avançou 5,4% — contribuiu para o aumento do valor dos investimentos dos clientes.
Expansão dos ativos e receita
Os ativos sob gestão da BlackRock cresceram 22% em 12 meses, atingindo US$ 15,345 trilhões. A empresa se beneficiou do fluxo contínuo para ETFs, especialmente os da marca iShares, e da adoção de sua plataforma de tecnologia Aladdin por investidores institucionais.
O lucro líquido de US$ 1,914 bilhão reflete a combinação de maiores taxas de administração, desempenho positivo dos mercados e receitas de serviços tecnológicos. A BlackRock não detalhou, porém, a contribuição específica dos ETFs de criptomoedas para o volume recorde de ativos.
Impacto para investidores e mercados emergentes
Os resultados da maior gestora de ativos do mundo funcionam como termômetro do apetite global por risco. O desempenho robusto sugere que investidores mantêm confiança nos mercados, o que pode favorecer o fluxo de capital para economias emergentes, incluindo o Brasil.
A divulgação ocorre um dia após o Goldman Sachs reportar lucro de US$ 6,6 bilhões, reforçando o momento positivo para grandes instituições financeiras globais.
No Brasil, a BlackRock mantém presença relevante por meio de ETFs listados na B3 e fundos de investimento. A expansão global da gestora tende a ampliar a oferta de produtos e a liquidez desses ativos no mercado local.
Limitações e próximos passos
A companhia não divulgou a distribuição geográfica do crescimento dos ativos nem o impacto das flutuações cambiais sobre os resultados consolidados. Também não forneceu projeções para o segundo semestre, limitando a visibilidade sobre a sustentabilidade do ritmo de expansão.
Analistas devem buscar mais detalhes na teleconferência de resultados, prevista para esta quinta-feira (16), quando a BlackRock poderá comentar a estratégia para manter o crescimento apesar da volatilidade macroeconômica.











