sábado, 11 de julho de 2026
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Economia

Custo da construção sobe 1,19% e tem maior alta desde 2022

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • O índice acelerou 0,83 ponto percentual em relação a maio, quando a alta foi de 0,36%
  • O custo do metro quadrado chegou a R$ 1.976,37, sendo R$ 1.114,74 referentes a materiais
  • O IBGE não detalhou quais insumos puxaram a inflação, dificultando projeções do setor
  • Em 12 meses, o Sinapi acumula 7,26%, acima dos 6,93% registrados até maio
  • A aceleração contrasta com a desaceleração de outros índices, como IPCA e IGP-M, indicando pressão localizada

O custo nacional da construção civil subiu 1,19% em junho e registrou a maior alta mensal desde agosto de 2022, informou o IBGE. A aceleração foi forte: em maio, o avanço havia sido de 0,36%. Com o resultado, o metro quadrado da construção no país chegou a R$ 1.976,37.

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O valor é formado por R$ 1.114,74 em materiais e R$ 861,63 em mão de obra. A pressão maior veio dos insumos, o que torna a alta sensível para obras em andamento e para novos orçamentos de construtoras, incorporadoras e governos. Quando materiais sobem com força, contratos ainda não fechados tendem a ser recalculados, e projetos com margem apertada ficam mais expostos a renegociações.

O Sinapi, índice usado como referência para acompanhar custos da construção civil, também acelerou no acumulado em 12 meses. A taxa chegou a 7,26%, acima dos 6,93% registrados até maio. Em junho de 2025, a variação mensal havia sido de 0,88%, abaixo do resultado atual.

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Materiais puxam a alta e encarecem novos orçamentos

A leitura de junho mostra uma pressão concentrada no custo direto das obras. O IBGE separa o valor do metro quadrado entre materiais e mão de obra, mas a divulgação não detalha quais insumos tiveram as maiores altas no mês. Essa abertura é relevante porque o efeito econômico muda conforme o item: aumentos em aço, cimento, tubos, cabos ou acabamentos têm impactos diferentes sobre obras residenciais, infraestrutura e reformas.

Para o consumidor, a alta não aparece necessariamente de uma vez no preço final do imóvel, mas entra na conta das empresas. Em lançamentos, o custo maior pode reduzir descontos, pressionar tabelas de venda ou diminuir a margem das incorporadoras. Em obras públicas, o avanço do Sinapi pesa em estimativas, aditivos e atualização de contratos, já que o índice é uma das referências usadas para medir a evolução dos custos do setor.

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Setor fica mais caro em meio a inflação desigual

A aceleração da construção chama atenção porque não acompanha de forma automática todos os demais índices de preços da economia. O resultado indica uma pressão mais localizada no setor, ligada ao custo de produzir, comprar insumos e contratar serviços para erguer ou reformar imóveis.

O próximo dado do Sinapi, referente a julho, deve mostrar se a alta de junho foi um choque pontual ou o início de uma sequência de custos mais elevados. Por ora, o número já muda a base de cálculo de obras novas e reforça a necessidade de revisão de orçamentos no setor.


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