Uma operação do Ministério Público do Rio de Janeiro prendeu nesta quinta-feira (9) Davi Perini Vermelho, presidente do Instituto Rio Metrópole, autarquia vinculada ao Governo do Estado. Ele é um dos alvos de uma investigação sobre um suposto esquema de desvio de recursos públicos que teria movimentado até R$ 86,28 milhões.
O caso levou à denúncia de 11 pessoas por organização criminosa, corrupção, fraude em licitação e lavagem de dinheiro. A ofensiva foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especializada no Combate à Sonegação Fiscal e aos Ilícitos contra a Ordem Econômica, braço do MPRJ voltado a crimes contra a ordem econômica e desvios envolvendo recursos públicos.
Ao todo, foram expedidos 6 mandados de prisão e 9 de busca e apreensão. As ordens judiciais alcançaram endereços na capital fluminense, em São Gonçalo e em Teresópolis. A prisão do presidente da autarquia dá dimensão política ao caso, porque coloca no centro da investigação um órgão da estrutura estadual responsável por políticas metropolitanas no Rio.
Denúncia mira contratos e licitações da autarquia
A denúncia sustenta que o grupo teria atuado dentro do Instituto Rio Metrópole para fraudar licitações, corromper agentes públicos e lavar valores desviados. O valor associado ao esquema aparece em duas referências: R$ 80 milhões na deflagração da operação e R$ 86,28 milhões na denúncia apresentada contra os 11 acusados.
A diferença entre os números não altera o eixo da acusação: o MPRJ atribui ao grupo um desvio de escala milionária em uma autarquia estadual. O patamar de R$ 86,28 milhões é o mais específico ligado à denúncia, enquanto os R$ 80 milhões aparecem como estimativa inicial da operação.
Além de Davi Perini Vermelho, a denúncia envolve outros investigados apontados como integrantes do suposto esquema. A acusação reúne crimes que, em conjunto, indicam uma estrutura organizada para direcionar contratos, retirar dinheiro público da autarquia e dar aparência legal aos valores movimentados.
O Instituto Rio Metrópole é uma autarquia estadual, vinculada ao Governo do Rio de Janeiro. Por isso, a investigação atinge não apenas contratos administrativos, mas também a governança de um órgão público ligado à gestão metropolitana fluminense.
Acusados ainda respondem sem condenação
A operação marca a fase de cumprimento das medidas cautelares e leva a denúncia para análise judicial. A prisão de Davi Perini Vermelho e as demais medidas não equivalem a condenação; os acusados têm direito à defesa e respondem sob presunção de inocência.
O próximo passo é a tramitação da denúncia na Justiça, que decidirá sobre o recebimento da acusação, a manutenção das prisões e eventuais medidas relacionadas aos contratos e ao patrimônio dos investigados.










