sexta-feira, julho 3
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Economia

PF mira rede de 73 empresas suspeita de lavar R$ 10 bi do tráfico de haxixe

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Victor Shimada é apontado como chefe de núcleo financeiro ligado ao PCC
  • A PF afirma que empresas de fachada simulavam negócios para movimentar dinheiro do tráfico
  • A operação cumpriu 13 buscas, fez 11 prisões temporárias e bloqueou R$ 10,4 bilhões
  • Os EUA também sancionaram Shimada, Stella Nunes e empresas no Brasil e em Portugal
  • Os investigados são tratados como suspeitos até decisão judicial conclusiva

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (3) a Operação Exchange para atingir uma estrutura empresarial suspeita de lavar cerca de R$ 10 bilhões ligados ao tráfico internacional de haxixe. O principal alvo é Victor Henrique de Oliveira Shimada, brasileiro já sancionado pelos Estados Unidos por suposto vínculo financeiro com o PCC.

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A ofensiva cumpre 11 mandados de prisão temporária e 13 mandados de busca e apreensão. A investigação atribui ao grupo o uso de 73 empresas para dar aparência legal à circulação de recursos, ocultar a origem do dinheiro e sustentar operações financeiras associadas ao tráfico de drogas.

Shimada aparece no centro do caso por ter sido identificado pelas autoridades americanas como operador financeiro ligado à facção. Em outubro de 2023, ele se tornou o primeiro brasileiro alvo de sanções dos Estados Unidos por suposta ligação com o PCC, em medida que congelou bens sob jurisdição americana e restringiu transações com pessoas e empresas americanas.

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A etapa brasileira da operação amplia a pressão sobre a estrutura apontada como responsável por movimentar dinheiro do crime organizado. Para a PF, o núcleo financeiro usava empresas de fachada como camada formal para disfarçar valores provenientes do tráfico, especialmente de haxixe, e manter a circulação dos recursos no sistema econômico.

Rede empresarial vira alvo após sanções dos EUA

As sanções americanas também alcançaram Stella Stefanie Nunes, apontada como secretária de Shimada, além de três empresas sediadas no Brasil e uma companhia em Portugal. A medida internacional expôs a dimensão transnacional atribuída ao esquema e abriu caminho para a ação policial no Brasil contra o braço financeiro investigado.

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O desenho da Operação Exchange indica uma frente voltada ao dinheiro, não apenas à logística do tráfico. O alvo da PF é a engrenagem usada para movimentar e ocultar valores: empresas formalmente constituídas, operações financeiras e pessoas apontadas como responsáveis por sustentar a fachada econômica da rede.

O valor de cerca de R$ 10 bilhões atribuído à lavagem dimensiona a escala do caso. A cifra coloca a operação entre as ações de maior impacto financeiro contra estruturas suspeitas de servir ao crime organizado, com foco na capacidade de grupos criminosos de misturar dinheiro ilegal a negócios aparentemente regulares.

Investigados respondem como suspeitos

Os investigados são tratados como suspeitos. Prisões temporárias têm prazo definido e servem para preservar a investigação em etapas consideradas sensíveis, enquanto buscas e apreensões buscam documentos, equipamentos e registros capazes de detalhar a movimentação financeira atribuída ao grupo.

A partir da operação desta sexta, a PF passa a analisar o material apreendido e a rastrear a relação entre as empresas, os investigados e os fluxos de dinheiro apontados como ligados ao tráfico. O Ministério Público poderá decidir, com base nesses elementos, se apresenta denúncia contra os envolvidos.

A consequência imediata da Exchange é o cerco judicial e policial ao núcleo financeiro atribuído a Shimada. A investigação agora avança sobre a documentação das 73 empresas e sobre os vínculos que podem conectar a estrutura empresarial ao financiamento do tráfico internacional.


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