quarta-feira, julho 1
Publicidade
Brasil

UFRJ investe R$ 60 milhões em centro de hidrogênio para acelerar transição energética

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • O anúncio ocorre dois anos após o Brasil estabelecer um plano nacional para o hidrogênio verde com meta de US$ 1 bilhão em aportes até 2030.
  • Em 21 de junho, o CNPq sofreu bloqueio de R$ 300 milhões , ameaçando bolsas de pesquisa no país.
  • A universidade, no entanto, não divulgou o cronograma de implantação, nem a localização exata do centro.
  • Contexto da estratégia nacional de hidrogênio O plano brasileiro de hidrogênio verde, lançado em 2024, mira US$ 1 bilhão em investimentos até o fim da década.
  • Países como Alemanha e Japão firmaram acordos para importar o insumo, e o Brasil tenta se posicionar como exportador.

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) vai investir R$ 60 milhões na criação de um Centro de Competência em Hidrogênio, iniciativa voltada a ampliar a pesquisa aplicada, a inovação industrial e a formação de profissionais em uma área considerada estratégica para a transição energética.

Publicidade

Os recursos virão do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). A instituição foi selecionada pela Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) para liderar o centro, que deve aproximar universidade, setor produtivo e governo em projetos ligados à cadeia do hidrogênio.

O hidrogênio ganhou espaço na agenda energética por poder substituir combustíveis fósseis em segmentos de difícil descarbonização, como indústria pesada, fertilizantes, transporte de carga e produção de aço. No caso brasileiro, o interesse é reforçado pela matriz elétrica com forte presença de fontes renováveis, condição que pode reduzir emissões associadas à produção do insumo.

Publicidade

Centro mira pesquisa aplicada e parceria com a indústria

A criação de um centro de competência indica uma tentativa de tirar a pesquisa do campo exclusivamente acadêmico e conectá-la a demandas industriais. Embrapii e FNDCT costumam financiar projetos com foco em inovação, protótipos, processos produtivos e formação técnica especializada, áreas consideradas decisivas para transformar pesquisa científica em produto, tecnologia ou serviço.

Na prática, a iniciativa pode fortalecer linhas de estudo sobre produção, armazenamento, transporte e uso do hidrogênio, além de abrir caminho para parcerias com empresas interessadas em reduzir emissões. O impacto econômico, porém, dependerá da capacidade de atrair projetos industriais e de definir uma estrutura operacional capaz de integrar laboratórios, pesquisadores e agentes privados.

Publicidade

A UFRJ ainda não informou o cronograma de implantação nem detalhou a localização, a estrutura física e a divisão do orçamento entre equipamentos, bolsas, infraestrutura e projetos de pesquisa. Também não divulgou uma lista de empresas parceiras já vinculadas ao centro.

Com o anúncio, a universidade passa a disputar espaço em uma corrida global por tecnologias de baixo carbono. O próximo passo prático é a apresentação do desenho de implantação do centro, etapa que vai mostrar quando os recursos começarão a chegar aos laboratórios e quais projetos terão prioridade.


Publicidade