O Manchester City anunciou nesta segunda-feira (29) a contratação do técnico italiano Enzo Maresca, de 46 anos, para suceder Pep Guardiola, encerrando um ciclo de dez anos do espanhol no comando do clube. Maresca assinou contrato válido por três temporadas, até julho de 2029, conforme comunicado oficial do City.
A chegada inclui um acordo de indenização ao Chelsea — clube que o italiano comandou na temporada 2025/26 —, cujo valor permanece confidencial. Cifras que circularam na imprensa internacional apontaram montante em torno de R$ 68 milhões, mas City e Chelsea não confirmaram os números. O retorno de Maresca ao Etihad Stadium encerra uma das transições mais aguardadas do futebol europeu neste ano.
A escolha por um nome que já conhece a casa reflete a aposta do clube em preservar a identidade tática construída ao longo de uma década, sem ruptura brusca de filosofia. O anúncio integra uma onda de reformulações nos gigantes europeus: em meados de junho, Rúben Amorim assumiu o Milan após saída conturbada do Manchester United.
Dez anos de Guardiola
Pep Guardiola assumiu o City em 2016 e construiu a era mais vitoriosa da história do clube: seis títulos da Premier League, duas Copas da Inglaterra, quatro Copas da Liga e a inédita Champions League em 2023 — conquista que coroou um domínio tático e de investimento sem precedentes no futebol inglês.
Maresca integrou essa trajetória como auxiliar de Guardiola e comandou as categorias de base do City antes de seguir carreira própria. Passou pelo Parma, pelo Leicester — onde conquistou o acesso à Premier League em 2024 — e chegou ao Chelsea na temporada 2025/26. A familiaridade com o modelo de jogo que consagrou o City é o principal trunfo da sua indicação.
O próximo ciclo
Com a transição definida, o City entra na temporada 2026/27 sob pressão de continuidade: qualquer mudança de treinador em clubes de elite movimenta o mercado de transferências e provoca revisão de contratos. O clube não confirmou a data de início da pré-temporada sob o comando do italiano.
A missão de Maresca começa com um teste imediato: convencer elenco, torcida e investidores de que o estilo City — construído e refinado por Guardiola ao longo de uma década — sobrevive à troca no banco.










